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Contas do governo central têm rombo de R$ 18,274 bilhões em fevereiro

Já as receitas tiveram alta real de 4,1% em relação a igual mês do ano passado

Idiana Tomazelli e Anne Warth, O Estado de S.Paulo

28 de março de 2019 | 15h09

BRASÍLIA - As contas do governo central registraram déficit primário de R$ 18,274 bilhões em fevereiro, o melhor desempenho para o mês desde 2015. Em igual mês do ano passado, o rombo havia sido de R$ 19,218 bilhões. O resultado reúne as contas do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central.

Ainda assim, o dado do segundo mês do ano foi pior do que a mediana das expectativas do mercado financeiro, que apontava um déficit de R$ 17,070 bilhões, de acordo com levantamento do Projeções Broadcast com 21 instituições financeiras. O dado do mês passado ficou dentro do intervalo das estimativas, que estava entre déficits de R$ 22,380 bilhões e R$ 9,200 bilhões.

No sumário executivo, o Tesouro destaca que o resultado foi muito próximo das expectativas do Prisma Fiscal, que sinalizavam na mediana déficit de R$ 18,5 bilhões para o mês. De acordo com o documento, o rombo se explica pelo movimento sazonal de repartição de tributos com Estados e municípios.

No primeiro bimestre deste ano, o resultado primário foi de um excedente de R$ 11,772 bilhões, o melhor resultado para o período desde 2013. Em igual período do ano passado, esse mesmo resultado era positivo em R$ 11,624 bilhões.

Em 12 meses até fevereiro, o governo central apresenta um déficit de R$ 122,2 bilhões – equivalente a 1,74% do PIB. Para este ano, a meta fiscal admite um déficit de R$ 139 bilhões nas contas do Governo Central. Na semana passada, o governo anunciou um corte de R$ 29,8 bilhões no Orçamento para evitar o descumprimento da meta.

Receitas

As receitas do governo tiveram em fevereiro alta real de 4,1% em relação a igual mês do ano passado. Já as despesas tiveram aumento real de 2,3% na mesma base de comparação.

No primeiro bimestre, as receitas do governo central avançaram 1,2% ante igual período de 2018, já descontada a inflação. Enquanto isso, as despesas caíram 0,1% na mesma base de comparação. 

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