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Governo central tem saldo primário de R$ 1,4 bi em julho

De janeiro a julho, o governo central acumula superávit de R$ 20,083 bi, o equivalente a 1,17% do PIB

FABIO GRANER E ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

26 de agosto de 2009 | 12h00

O governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou, em julho, superávit primário de R$ 1,439 bilhão. Em junho, o governo central havia registrado déficit de R$ 615,8 milhões. Em julho de 2008, o resultado foi positivo em R$ 7,201 bilhões. De janeiro a julho, o governo central acumula superávit de R$ 20,083 bilhões, o equivalente a 1,17% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado é R$ 48,5 bilhões inferior ao verificado em igual período de 2008, quando o superávit era de R$ 68,580 bilhões, ou 4,16% do PIB.

No resultado de julho, o Tesouro Nacional contribuiu com superávit de R$ 4,596 bilhões, a Previdência Social teve déficit de R$ 3,093 bilhões e o Banco Central mostrou déficit de R$ 63,8 milhões. No acumulado do ano, o Tesouro Nacional registra superávit de R$ 44,740 bilhões, a Previdência tem déficit de R$ 24,369 bilhões e o Banco Central tem déficit de R$ 286,7 milhões.

 

Despesas sobem 15,91% no primeiro semestre

As despesas totais do governo central somaram no período de janeiro a julho deste ano R$ 309,136 bilhões, o que representa um crescimento de 15,91% em relação a igual período do ano passado. Somente em julho, as despesas totais somaram R$ 51,088 bilhões. Em junho deste ano, as despesas totais somaram R$ 42,732 bilhões e, em julho de 2008, eram R$ 46,376 bilhões.

 

No acumulado de 2009, as despesas com pessoal são as que mais crescem com taxa de 19,13%, enquanto as despesas com investimentos cresceram 16,71%. As despesas de custeio tiveram expansão de 18,68%, no mesmo período. No acumulado de janeiro a julho de 2008 na comparação com igual período de 2007, as despesas totais do governo central cresciam 11,7%, com as despesas de investimento liderando aquela expansão, com alta de 48,6%. Enquanto as despesas de pessoal e de custeio cresciam, respectivamente, 9,3% e 11,2%, na mesma base de comparação.

 

As receitas totais nos sete primeiros meses deste ano tiveram queda de 1,5%, somando R$ 401,680 bilhões. As transferências para Estados e municípios, no período, tiveram baixa de 0,06% e a receita líquida (que desconta as transferências) caiu 1,81%, totalizando R$ 329,220 bilhões.

 

Augustin prevê melhora nos resultados das contas do Governo Central

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, previu a melhora das receitas e dos resultados primários das contas do Governo Central a partir de agora. "A minha expectativa é de resultados melhores tanto de primário como das receitas", afirmou Augustin.

Ao ser questionado se o "motim" na Receita poderia prejudicar essa previsão, o secretário respondeu que não enxerga que isso tenha acontecido. Segundo o secretário, a Receita trabalha normalmente.

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