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Governo Central tem superávit primário de R$ 1,093 bilhão em novembro

No acumulado do ano, as contas do Governo Central apresentam superávit primário de R$ 64,5 bilhões, o equivalente a 1,95% do PIB

Adriana Fernandes e Fábio Graner, da Agência Estado,

28 de dezembro de 2010 | 15h07

As contas do Governo Central (Tesouro,INSS, Banco Central ) apresentaram em novembro um superávit primário de R$ 1,093 bilhão. Esse resultado é decorrente de um superávit primário de R$ 5,669 bilhões do Tesouro Nacional. Por outro lado, as contas da Previdência registraram um déficit primário de R$ 4,424 bilhões, e o Banco Central um déficit de R$ 151,8 milhões.

O caixa do governo teve um reforço em R$ 2,961 bilhões de dividendos pagos por empresas estatais em novembro. Em outubro deste ano, o governo havia recebido apenas R$ 4,6 milhões. Se não fossem esses dividendos, as contas do governo central teriam registrado déficit primário.

Dados do Tesouro mostram que o governo já recebeu, de janeiro a novembro, R$ 19,772 bilhões de dividendos. O valor já é maior do que o previsto pelo governo no último relatório de avaliação das receitas e despesas do orçamento da União deste ano. Entre janeiro e novembro do ano passado, o governo recebeu R$ 20,810 bilhões de dividendos.

Em outubro, as contas do governo central registraram um superávit primário de R$ 7,797 bilhões e em novembro de 2009, R$ 10,712 bilhões. No acumulado do ano, as contas do Governo Central apresentam superávit primário de R$ 64,558 bilhões, o equivalente a 1,95% do PIB.

O resultado de janeiro a novembro deste ano é R$ 27 bilhões superior ao apurado no mesmo período do ano passado. Em 2009 o governo central acumulava, no período, um superávit primário de R$ 37,515 bilhões, o equivalente a 1,30% do PIB.  

Receitas crescem 24,6% de janeiro a novembro

As receitas totais do Governo Central acumularam neste ano expansão de 24,6% ante o período de janeiro a novembro de 2009. Em valores nominais, o total arrecadado pelo Governo Central neste ano foi de R$ 821,821 bilhões, ante R$ 659,657 bilhões de janeiro a novembro de 2009. As transferências a Estados e Municípios cresceram 8,9% no ano, o que fez com que a receita líquida do Governo Central, aquela efetivamente disponível para execução da política fiscal, crescesse 27,8%, para R$ 697,857 bilhões.

No lado das despesas, o Governo Central registrou aumento no ano também de 24,6%, passando de R$ 508,353 bilhões nos 11 meses iniciais de 2009 para R$ 633,299 bilhões de janeiro a novembro deste ano. Os gastos com investimentos tiveram alta de 47% neste ano. As obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) registraram expansão de 44%. Os gastos de custeio subiram neste ano 22,2%.

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