Governo central tem superávit primário de R$ 3,9 bi em julho

Despesas, que continuam a aumentar em velocidade bem maior que a das receitas, registraram alta de 12% até julho frente aos sete primeiros meses de 2011 

Agência Estado,

29 de agosto de 2012 | 11h26

O governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou superávit primário de R$ 3,989 bilhões em julho. No ano, o governo central já acumula resultado positivo de R$ 51,905 bilhões até o mês passado.

Nos primeiros sete meses do ano, a economia que o governo fez foi equivalente a 2,06% do Produto Interno Bruto (PIB). Em idêntico período de 2011, o superávit obtido representou 2,86% do PIB. De janeiro a julho deste ano, o superávit foi 22,9% menor do que em igual período do ano passado, que foi de R$ 67,335 bilhões.

Apenas em julho, houve uma queda do superávit de 64,83% em relação a igual mês de 2011, quando o resultado foi de R$ 11,341 bilhões. Já em comparação com junho de 2012, foi registrada uma alta de 258,2%.

O superávit do governo central em julho foi reforçado pelo ingresso de R$ 2,339 bilhões de pagamento de dividendos. Se não fossem essas receitas, o superávit primário de julho de R$ 3,989 bilhões cairia para R$ 1,650 bilhões. Em junho, o pagamento de dividendo foi de apenas R$ 183,5 milhões.

O governo conta com um aumento maior de pagamento de dividendos ate o fim do ano pelas empresas estatais para fechar as contas e atingir a meta fiscal de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

No acumulado do ano, no entanto, as receitas com dividendos estão 12,7% menores do que no mesmo período do ano passado (10,296 bilhões ante R$ 11,798 bilhões).

Despesas

As despesas das contas do governo central continuam a aumentar em velocidade bem maior do que as receitas, segundo os dados divulgados pelo Tesouro Nacional. Enquanto as despesas do governo no ano até julho registraram alta de 12%, as receitas no mesmo período subiram 7%.

As receitas totais de janeiro a julho somaram R$ 504,475 bilhões, enquanto no mesmo período do ano passado esse montante foi de R$ 471,267 bilhões. Já as despesas passaram nesse período de R$ 403,931 bilhões para R$ 452,569 bilhões. Apenas em julho deste ano, a receita líquida foi de R$ 76,885 bilhões e as despesas de R$ 72,896 bilhões.

No acumulado do ano até julho, o resultado primário do governo central foi de R$ 51,905 bilhões e a meta para o ano é de R$ 96,97 bilhões.

O Tesouro Nacional apresentou um superávit primário de R$ 6,604 bilhões em julho, um crescimento de 67,2% em relação ao resultado de junho deste ano. No acumulado do ano, no entanto, o superávit primário do Tesouro apresenta uma queda de 15,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Enquanto este ano o superávit do Tesouro, de janeiro a julho, soma R$ 75,369 bilhões, no mesmo período do ano passado era de R$ 89,386 bilhões.

As contas do Banco Central apresentaram em julho um déficit primário de R$ 34, 6 milhões, registrando uma queda de 56,7% em relação ao resultado de junho deste ano, que teve um déficit primário de R$ 79,7 milhões. No acumulado do ano, as contas do Banco Central registram um déficit primário de R$ 323,5 milhões, apresentando uma queda de 26,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando as contas do BC apresentaram um déficit primário de R$ 440,8 milhões.

As contas da Previdência tiveram um déficit primário de R$ 2,581 bilhões em julho, um resultado negativo de R$ 23,140 bilhões no acumulado do ano.

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