Governo Central tem superávit primário de R$ 5,081 bi em julho

As contas do governo central (Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central) registraram em julho um superávit primário - arrecadação menos despesas, exceto o pagamento de juros - de R$ 5,081 bilhões. O resultado é superior ao superávit do governo central de R$ 3,624 bilhões obtido em julho de 2004.Segundo dados que acabam de ser divulgados pelo Tesouro, as contas da Previdência Social apresentaram em julho um déficit primário de R$ 3,086 bilhões. E, do Banco Central, de R$ 13,8 milhões. Por outro lado, as contas do Tesouro Nacional registraram superávit primário de R$ 8,182 bilhões.No acumulado do ano, o governo central apresenta um superávit primário de R$ 44,948 bilhões, o equivalente a 4,10% do PIB. Com este resultado, o Governo Central já ultrapassa a meta de todo o ano de 2005, que é de R$ 38 bilhões. No mesmo período do ano passado, as contas do governo central tinham um superávit primário de R$ 37,521 bilhões, o equivalente a 3,82% do PIB.O esforço fiscal acumulado até julho pelo governo central está próximo da meta do ano fixada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de R$ 46,477 bilhões, para todo o ano.IRPJ e CSLL contribuíram para superávit Em nota técnica, o Tesouro Nacional atribuiu o superávit primário de R$ 5,081 bilhões das contas do Governo Central em julho à "aderência das despesas aos valores programados". Segundo o Tesouro, também contribuiu para o resultado a forte arrecadação dos tributos com base em apuração trimestral encerrada em junho, especialmente do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).De acordo com o Tesouro, o aumento do IRPJ e da CSLL correspondeu a três quartos da elevação da receita do Tesouro como proporção do PIB. O Tesouro disse que esse aumento é compatível com o bom desempenho das empresas que, no caso das 500 maiores, que tiveram, em 2004, o ano de maior lucratividade desde 1981.O Tesouro destacou, ainda, a receita atípica do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), de R$ 1,2 bilhão referente a ganhos de capital na alienação de bens e operações em bolsa de valores.

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