Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Governo central tem superávit primário de R$ 7,187 bi em abril

Resultado ficou acima das projeções do mercado financeiro; em março, foi registrado déficit de R$ 24,828 bilhões

Eduardo Rodrigues e Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

29 Maio 2018 | 18h06
Atualizado 29 Maio 2018 | 20h38

BRASÍLIA - As contas públicas fecharam abril no azul, mesmo com uma nova antecipação de pagamentos de dívidas judiciais pelo governo no mês passado. O superávit primário nas contas federais – Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social – foi de R$ 7,187 bilhões no mês. 

+ Governo deve liberar R$ 2 bi de recursos do Orçamento nesta terça-feira

Assim como ocorreu em março, o Tesouro antecipou o pagamento de R$ 10,7 bilhões em precatórios e sentenças em abril. Ainda assim o crescimento de 7,4% na receita líquida total no mês passado – em relação a abril de 2017 – permitiu o saldo positivo.

No acumulado do primeiro quadrimestre, porém, ainda houve um déficit primário de R$ 5,448 bilhões, embora esse tenha sido o melhor resultado para o período desde 2015. A meta fiscal para o governo central neste ano é de um rombo de até R$ 159 bilhões.

+ Refis rural só sairá do papel após definição de fonte orçamentária

O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, avaliou que as receitas têm se comportado bem, apesar da redução da projeção do governo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano de 3% para 2,5%. “Temos um crescimento bem forte nas receitas decorrentes dos leilões de petróleo já realizados e ainda por realizar no ano”, comentou.

O secretário adiantou que o resultado fiscal de maio será melhor que o do mesmo mês do ano passado, porque não terá mais antecipação de pagamentos judiciais e ainda contará com o ingresso de R$ 3,5 bilhões de receitas com o resgate pelo governo dos valores que estavam no Fundo Soberano (FSB), que está sendo extinto.

Outros R$ 500 milhões ainda devem entrar no caixa do governo nos meses seguintes. Esses recursos, no entanto, não abrem espaço para gastos adicionais do governo, porque já estão considerados na programação orçamentária deste ano.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.