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Governo chinês muda o câmbio

Novas regras abrem caminho para valorização do yuan

O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2008 | 00h00

A China revisou as regras de câmbio para permitir que empresas domésticas deixem a receita cambial no exterior e estrangeiras emitam títulos no país. As revisões com efeito imediato foram publicadas ontem no site do governo central. Dentro das regras revisadas, o governo reforçará o monitoramento do fluxo de câmbio para dentro e fora da China, por meio de medidas como inspeções no local.O governo também revisou as regras para penalidades em caso de violação. A multa para casos sérios de transferência ilegal de fundos para a China, por exemplo, varia de 30% a 100% dos fundos.As regras permitirão que o governo introduza medidas para lidar com potenciais crises econômicas ou desequilíbrios severos nos pagamentos externos do país. A regulamentação também reitera que a China vai gerenciar as reservas em moeda estrangeira com base nos princípios de aumento de segurança, liquidez e valor.As revisões ocorrem no momento em que a China tenta conter o ingresso ilegal de capital em busca de lucro com a esperada valorização do yuan e amenizar os desequilíbrios externos. O estrategista Michael Woolfolk, do Bank of New York Mellon, disse que a mudança das normas do câmbio na China é "muito importante", porque "pavimenta o terreno para uma livre flutuação do yuan". A partir de agora, empresas chinesas poderão manter no exterior sua receita obtida fora da China, enquanto empresas estrangeiras que operam na China poderão passar a emitir títulos para captar recursos."Eles tinham uma norma que obrigava os importadores e os exportadores a entregar toda a sua receita em moeda estrangeira ao governo. Com isso, ninguém leva moeda para fora. Dentro do país, os chineses não podiam possuir moeda estrangeira. Essas regras agora estão sendo relaxadas", comentou Woolfolk. "Não ficou inteiramente claro, na leitura do documento (do governo), qual era a intenção. Contudo, sentimos fortemente que é um passo importante no movimento da China em direção a um câmbio flexível", acrescentou. Para ele, as medidas são um passo na direção da liberalização da conta de capitais, um estágio necessário para a flutuação livre da moeda. O chefe da área de renda fixa de um grande banco, que pediu para não ter seu nome revelado, disse que, no longo prazo, a medida poderá ser negativa para os preços dos títulos do Tesouro dos EUA, já que os preços das exportações chinesas poderão subir, com queda em sua competitividade, o que deixaria a China com menos recursos para comprar Treasuries.

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