Governo compra dados de ingleses com contas em principado

Segundo jornal, Ministério da Fazenda comprou CD com informações de correntistas de banco em paraíso fiscal

EFE

24 de fevereiro de 2008 | 09h49

O governo britânico comprou informação confidencial de cerca de cem cidadãos com contas bancárias no paraíso fiscal de Liechtenstein para investigar se houve evasão de impostos, informa neste domingo, 24, o jornal 'The Sunday Times'.  De acordo com o periódico, o Ministério da Fazenda comprou um CD por 100 mil libras (132 mil euros) de um informante que poderia ser o mesmo que vendeu às autoridades alemãs dados secretos de centenas de alemães com contas no maior banco do principado, que atualmente estão sendo investigados.  Em janeiro de 2007, os serviços secretos alemães compraram por cinco milhões de euros de um informante anônimo um CD com dados do banco LGT de Liechtenstein. O CD contém dados bancários e nomes de quase mil supostos fraudadores através de fundações desse paraíso fiscal. O escândalo explodiu na semana passada, após ser revelado que o presidente do Deutsche Post Klaus Zumwinkel - que renunciou - teria evadido por essa via cerca de 4 milhões de euros. Desde segunda-feira, as autoridades alemãs revistaram centenas de domicílios e bancos de todo o país.  O Liechtenstein qualificou a compra do CD de ilícita, alegando que esses dados foram roubados de um banco - o LGT, propriedade da família do príncipe Alois. O principado sugeriu que o informante era um ex-empregado do LGT que tinha roubado os dados, os tinha oferecido a vários países e se encontrava foragido na Austrália, onde teria mudado de identidade.  A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) qualifica Mônaco, Lechtenstein e Andorra como "paraísos fiscais" pouco cooperadores na luta contra a evasão fiscal.

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