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Governo confirma aumento do superávit primário

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, confirmou na noite desta quarta-feira que o governo buscará este ano fazer um superávit primário (receitas menos despesas, sem contar os gastos com juros) de 4,5% do PIB, uma economia adicional de 0,25 ponto porcentual em relação à meta fixada anteriormente com o FMI. A decisão foi tomada após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros do Planejamento, Guido Mantega, e da Casa Civil, José Dirceu. Segundo Palocci, o crescimento da economia elevou a arrecadação federal, o que permite o ajuste. Esse esforço fiscal adicional corresponderá a uma economia de R$ 4,2 bilhões.Palocci afirmou que o orçamento de 2004 será cumprido na íntegra e haverá espaço para que o governo inclua investimentos especiais, como a reforma de portos e adotar medidas de redução da carga tributária para o próximo ano. De acordo com ele, "há condições de fazer uma série de medidas e não simplesmente gastar o dinheiro adicional". O esforço adicional será feito só pelo governo federal, o que significa que não haverá aumento da meta fiscal dos Estados e municípios.Palocci informou o superávit para 2005 continua em 4,25% do PIB. Segundo o ministro, não seria adequado apresentar mudanças para o orçamento do próximo ano, já que o assunto ainda não foi discutido dentro do Congresso. "Estaremos dialogando com o Congresso até dezembro sobre o orçamento de 2005", afirmou.

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