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Governo considera 'vitória maiúscula' em votação da PEC do Teto

Novo porta-voz do governo, Alexandre Parola fez sua estreia comentando resultado da sessão na Câmara que decidiu sobre medida que limita o gasto público

Carla Araújo e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

10 de outubro de 2016 | 22h44

BRASÍLIA - Minutos depois de o texto da PEC ser aprovado em primeiro turno na Câmara dos Deputados, o porta-voz do presidente Michel Temer, Alexandre Parola, fez a sua estreia no cargo para dar a versão oficial do governo sobre a "vitória maiúscula". Em uma fala rápida, de pouco mais de dois minutos, Parola afirmou que o presidente recebeu com "grande satisfação" a aprovação e destacou os argumentos de defesa da PEC, afirmando que ela será impulsionadora da retomada do crescimento. 

"O presidente Michel Temer recebeu com muita satisfação o resultado da votação de hoje na Câmara dos Deputados na antevéspera do feriado, onde se verificou uma frequência extraordinária. A aprovação em primeiro turno da PEC pela maioria expressiva de 366 votos é sinal claro do compromisso do Congresso Nacional com a recuperação do reequilíbrio fiscal e do resgate da responsabilidade na gestão do orçamento público", disse. Segundo fontes, a mensagem foi escrita por Temer e alinhada com a sua equipe ao longo do dia. 

O texto-base do parecer do relator Darcísio Perondi (PMDB-RS) foi aprovado em primeiro turno por 366 votos a 111. A votação da PEC em segundo turno na Câmara está marcada para o dia 24 deste mês. 

Parola disse ainda que o apoio dado pelo Congresso "aos esforços do Executivo é e será fundamental para que o Brasil retome o crescimento, com inflação controlada e capacidade de implementar políticas sociais voltadas para o bem estar de cada cidadão brasileiro". "E, sobretudo, para que possamos combater com todo vigor o problema do desemprego. Criar empregos é prioridade central do governo Michel Temer", completou.

Reforçando o discurso de que a PEC ajudará a colocar o país "nos trilhos", a mensagem presidencial diz ainda que a emenda aprovada, quando entrar em vigor, permitirá "proteger a economia brasileira da irresponsabilidade fiscal e colocar o Brasil nos trilhos do desenvolvimento com equilíbrio". 

Com o mesmo discurso usado nas propagandas institucionais que foram divulgadas para defender a aprovação do teto, Parola ressaltou que a PEC tem o mesmo princípio de uma economia que tem que ser feita pelas famílias. "Com base no princípio que todos entendem que cada família segue em sua própria casa que só se pode gastar o que se arrecada. É importante sublinhar que a busca do equilíbrio das contas não é um fim em si mesmo, mas é um meio para a retomada do crescimento para a redução das taxas de juros para o aumento de empregos", afirmou.

Parola disse ainda que o orçamento equilibrado "representa a garantia de que haverá no futuro recursos necessários para medidas sociais de combate à pobreza e para saúde e educação" e destacou que a medida não vai retirar verba de saúde e educação, ponto que tem causado polêmica. "A emenda não retira nenhum dos direitos garantidos pela constituição e preserva os gastos justamente nas áreas de saúde e educação".

Sem comentar que o presidente está telefonando pessoalmente para os líderes para agradecer pela votação de hoje, a mensagem do porta-voz fez um agradecimento "a cada uma das parlamentares e dos parlamentares que foram parceiras e parceiros nesta vitória maiúscula". "(o presidente) reafirma sua firme confiança de que a partir da construção de consensos e da negociação democrática, o Brasil vai se reencontrando com sua vocação de prosperidade e justiça social", conclui o porta-voz. 

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