Governo controlará foco de aftosa rapidamente, diz Pratini

O ex-ministro da Agricultura e presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Marcus Vinicius Pratini de Moraes, acredita que o foco de febre aftosa na Fazenda Vezozzo, no município de Eldorado, Mato Grosso do Sul, será controlado rapidamente pelo Ministério da Agricultura.Em entrevista à Rádio Eldorado, Pratini de Moraes afirmou que a equipe do ministério é competente e está preparada para resolver a situação, inclusive por já ter enfrentado problemas semelhantes no Mato Grosso do Sul.OuçaRetaliaçõesSobre possíveis retaliações ao Brasil vindas da Rússia em função do foco de febre aftosa, Pratini de Moraes disse esperar que as sanções se concentrem no Mato Grosso do Sul. "O que nós temos de evitar é que a sanção atinja também os Estados vizinhos, porque aí atingiria São Paulo, Mato Grosso, Paraná, etc. Mas eu creio que isso pode ser evitado", considerou."As ações tomadas foram rápidas, transparentes, comunicadas aos órgãos internacionais, feitas, até onde eu fui informado, no estrito cumprimento das normas sanitárias internacionais e das recomendações da Organização Mundial de Saúde Animal. Eu creio que o ministério fez o que tinha de fazer e o governo do Mato Grosso também deve ter atuado", acrescentou.Carência de recursosPratini de Morais falou sobre a questão da sanidade animal, a qual, na sua visão, merece mais recursos e atenção permanente.OuçaNegociaçõesPratini de Moraes, que está em Colônia, na Alemanha, participando da Anuga, maior feira de alimentos do mundo, disse que a notícia do foco de febre aftosa no País não afetou as negociações de carne brasileira na Europa."Os europeus, apesar da febre aftosa, continuam adorando a carne brasileira. Todos os importadores têm me falado aqui que gostariam que este assunto ficasse resolvido o mais rápido possível e que não hajam sanções maiores ao Brasil", relatou.O ex-ministro, entretanto, criticou o câmbio. "Essa valorização do real reduziu brutalmente a nossa capacidade competitiva. Isso é um problema real hoje, que não pode ser descartado", finalizou.

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