Governo corta previsão para superávit primário e vê PIB de 4% em 2014

Apesar do corte, ministro Mantega ainda considera a estimativa ambiciosa, levando-se em conta o atual cenário internacional

Laís Alegretti, Adriana Fernandes e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

29 de agosto de 2013 | 13h01

O governo reduziu de 4,5% para 4% a previsão de crescimento do PIB brasileiro em 2014, no projeto de lei orçamentária para o próximo ano, que foi enviado nesta quinta-feira, 29, ao Congresso Nacional. O PIB nominal previsto na lei orçamentária é de R$ 5,242 trilhões. A proposta também prevê um superávit primário de 3,2% do setor público consolidado, com a possibilidade de abatimento de até R$ 58 bilhões. Na prática, é uma redução da meta de superávit primário para até 2,1% do PIB.

Por outro lado, o governo elevou de 4,5% para 5% a previsão do IPCA prevista no projeto de lei. Nesse sentido, o governo deixou de utilizar o centro da meta de inflação, que é de 4,5%, no projeto de lei orçamentária.

Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a previsão de crescimento de 4% do PIB em 2014 é uma meta ambiciosa, levando-se em conta o cenário internacional. "Vivemos hoje momento de certa turbulência na economia internacional. Não é fácil prevermos com esta antecedência os valores do próximo ano", disse.

Na sexta-feira passada, o ministro revisou para baixo - pela sexta vez seguida - a previsão de crescimento da economia brasileira em 2013. Neste último corte, a estimativa oficial caiu de 3% para 2,5%.

Melhora internacional. Mantega avaliou que há sinais de melhoria da economia nos países avançados. "Os EUA estão em trajetória um pouco melhor. A trajetória vai melhorar mais ainda em 2014 e os EUA têm poder de fomentar a economia mundial", argumentou.

O ministro afirmou ainda que a Europa deu sinais de recuperação de economia. "É possível que o cenário internacional, que tem nos causado problemas e diminuído o PIB brasileiro, seja mais favorável", disse, em referência ao ano que vem.

"Com isso, teremos economia mundial um pouco mais dinâmica. Todo mundo vai poder exportar mais, ter saldos melhores e, com isso, poderemos alcançar 4% de crescimento", disse.

O ministro lembrou que os número serão avaliados novamente no início de 2014. "Estaremos revendo esses números no começo do próximo ano com mais realismo, porque estaremos mais próximos dos fatos", disse.

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