Governo cria grupo de debate sobre fertilizantes

O governo institui na próxima semana um grupo-tarefa que fará estudos sobre o mercado de fertilizantes no País e encaminhará medidas para elevar a oferta interna. A decisão foi tomada hoje em reunião do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A primeira reunião do grupo tarefa acontecerá na semana que vem. "A oferta de insumos é uma questão de segurança nacional", afirmou Stephanes.O ministro disse que além da Agricultura devem participar do grupo, que será coordenado pela Casa Civil, representantes do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), do Ministério de Minas e Energia e da Petrobras. Stephanes lembrou que há dez meses o ministério avalia os mercados mundial e interno de fertilizantes, cujas matérias-primas são em grande parte importadas.No caso do potássio (92% importado), o ministro lembrou que há apenas quatro países fornecedores no mundo, que são explorados por apenas três empresas. "Somos dependentes e vulneráveis", afirmou. Quanto ao fósforo, o ministro lembrou que 60% do consumo interno é atendido com produto importado. No caso dos nitrogenados, a importação alcança metade da demanda interna. Para os nitrogenados, a idéia do ministro é pedir maior participação da Petrobras no mercado. Se a empresa aceitar, Stephanes acredita que em quatro ou cinco anos será possível aumentar a oferta. Quanto ao fósforo, Stephanes relatou que há minas distribuídas em todo o território nacional e voltou a defender a alteração do marco regulatório que permite a exploração das jazidas por empresas privadas. "É preciso uma política mais agressiva de exploração", disse, ao lembrar que a idéia é gerar auto-suficiência em um período de cinco a dez anos. Há uma mina no Mato Grosso, por exemplo, mas não foram feitos estudos para dimensionar o potencial de produção do insumo no Estado. Sobre o potássio o ministro disse haver uma "província" no Estado do Amazonas, mas que há poucos estudos sobre seu potencial. A jazida foi descoberta por conta da exploração de petróleo na região. Do mesmo modo, há minas de potássio na Bahia, mas o governo não conhece seu potencial, disse o ministro.Sobre as minas da Vale do Rio Doce em Sergipe, ele disse que a empresa deve iniciar a exploração em uma segunda unidade, o que poderá dobrar ou triplicar a capacidade dessas áreas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.