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Governo criará fundo garantidor de R$4 bi para empresas

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira a criação de um fundo garantidor de crédito para pequenas e médias empresas no valor de 4 bilhões de reais, em um esforço para reduzir os spreads bancários para esse setor.

REUTERS

13 de maio de 2009 | 20h48

Mantega disse, ainda, que os recursos do Fundo Garantidor da Indústria Naval serão elevados para 5 bilhões de reais, dos atuais 1 bilhão de reais.

"Estamos criando o fundo garantidor de crédito, um fundo de aval que vai beneficiar as pequenas e médias empresas", afirmou Mantega a jornalistas após reunião do grupo de acompanhamento da crise, formado por ministros e representantes do empresariado.

"Vamos mandar a medida provisória semana que vem", disse o ministro, acrescentando que a maior parte dos recursos virão do Tesouro Nacional.

O fundo garantidor deverá estimular uma redução à metade dos spreads cobrados pelos bancos ao emprestar para pequenas e médias empresas, disse Mantega. O spread corresponde à diferença entre o custo de captação dos bancos e os juros cobrados por ele dos clientes finais.

Para ter direito ao aval do fundo, as empresas pagarão o equivalente a 0,5 por cento do valor do crédito.

Mantega disse, ainda, que o governo pretende criar uma linha de crédito para as exportações, provavelmente via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

"Ainda não tem valor definido", afirmou Mantega. Ele disse que inicialmente os recursos serão limitados, mas que a ideia é ampliá-los.

"O BNDES vai fazer o papel de Ex-Im Bank", afirmou Mantega, em referência ao banco de financiamento do comércio norte-americano.

Ele também anunciou uma redução da taxa de remuneração do empréstimo de 100 bilhões de reais feito pelo Tesouro ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Originalmente fixada em TJLP mais 2,5 por cento, a taxa cairá para TJLP mais 1 por cento. "Isso sairá imediatamente", afirmou Mantega.

(Reportagem de Ana Paula Paiva)

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