Governo da Austrália garante depósitos bancários por três anos

Ação visa receuperar a confiança nos bancos e "desentupir as artérias do sistema financeiro"

Agência Estado

12 de outubro de 2008 | 10h20

O governo da Austrália afirmou neste domingo, 12, que vai garantir todos os depósitos nas instituições financeiras do país por três anos como parte do plano para proteger os australianos da crise financeira global.   A medida torna o governo fiador de até US$ 458 bilhões em depósitos bancários. O primeiro-ministro, Kevin Rudd, disse que o governo também garantirá os empréstimos tomados pelos bancos australianos nos mercados internacionais de crédito e dobrará, para US$ 5,2 bilhões, os fundos disponíveis para garantir as hipotecas do país.   Rudd afirmou que os bancos australianos continuam em boas condições, mas que a crise global estava afetando a confiança em todo o mundo, inclusive na Austrália. Segundo ele, as medidas anunciadas hoje vão "desentupir as artérias do sistema financeiro" e "permitir que os bancos australianos compitam contra seus grandes concorrentes mundiais, dos quais muitos têm obtido garantias de seus governos".   Em troca das garantias oferecias, os bancos vão pagar um prêmio de seguro. O anúncio veio depois que o G-20, grupo dos países em desenvolvimento, apoiou o uso de todas as ferramentas disponíveis para lidar com a crise econômica global. Contudo, o G-20 não apresentou nenhum plano específico.   Nova Zelândia   O Governo da Nova Zelândia ofereceu uma garantia opcional para todos os depósitos bancários de varejo pelos próximos dois anos, anunciou o Ministro das Finanças, Michael Cullen, neste domingo, 12. O plano tem o objetivo de alinhar o país com a vizinha Austrália e vários outros países, que tentam descongelar os mercados de crédito diante da crise de confiança que tomou o sistema financeiro.   A garantia oferecida pela Nova Zelândia é opcional e deve se dar por meio de contratos bilaterais entre o governo e as instituições financeiras que aceitarem a oferta. "A medida tem o objetivo de dar segurança aos depositantes neozelandeses", afirmou Cullen em nota oficial. "Queremos garantir que o cidadão comum sinta que seus depósitos estão seguros diante da crise financeira internacional". As informações são da AP.

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