Governo da Espanha reduzirá em 3,8% o limite de gastos para 2012

Ministra de Finanças espanhola, Elena Salgado, informou que isso foi aprovado na reunião semanal do gabinete de governo

Danielle Chaves, da Agência Estado,

24 de junho de 2011 | 12h02

O governo da Espanha planeja cortar os gastos do próximo ano em 3,8%, ou € 4,67 bilhões, sinalizando sua determinação para continuar reduzindo o déficit orçamentário do país. O limite de gastos, estabelecido em mais de € 117 bilhões, representa o primeiro passo na formulação do orçamento de 2012. A ministra de Finanças espanhola, Elena Salgado, informou que isso foi aprovado na reunião semanal do gabinete de governo.

A Espanha, que é a quarta maior economia da zona do euro, está sofrendo com o colapso de um boom imobiliário que durou uma década. O colapso levou as contas do setor público para o vermelho, provocou aumento no desemprego e deixou o país vulnerável a uma disseminação da crise de dívida soberana da região.

Sob intensa pressão dos líderes da União Europeia e dos mercados financeiros, a Espanha cortou o déficit do governo geral e reduziu os salários e os gastos do setor público em um esforço para diminuir o déficit orçamentário, que atingiu o pico de 11% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009.

Salgado afirmou que cada ministério enfrentará maiores cortes de gastos do que o de 3,8% proposto, em razão de um potencial aumento nos custos de financiamento. "Nós estamos em um período de instabilidade nos mercados" principalmente por causa das dificuldades da Grécia, disse a ministra. "Por isso, a estimativa de pagamentos de juros precisam ser muito conservadoras", acrescentou.

O governo reduziu seu déficit orçamentário para 9,3% do PIB no ano passado e pretende alcançar 6% em 2011, 4,4% em 2012 e 3% em 2013. A maior parte das reduções nos gastos virão de cortes do governo central. Governos regionais e municipais - que acumularam dívida durante os anos de boom econômico que se seguiram à adoção do euro pela Espanha em 1999 - controlam metade dos gastos no país e até agora fizeram pouco progresso nesse assunto.

O primeiro-ministro espanhol, José Luís Rodriguez Zapatero, deverá convocar eleições gerais até março. Seu poder vem diminuindo significativamente desde que ele decidiu, no começo deste ano, não concorrer à reeleição. Os líderes do Partido Socialista recentemente escolheram Perez Rubalcaba como o candidato para as eleições gerais. As informações são da Dow Jones.

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