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Governo da província argentina de Salta descarta medidas contra outras empresas

Segundo governador, nacionalização da YPF é pontual e busca garantir o abastecimento no país

Marina Guimarães, correspondente,

16 de abril de 2012 | 20h05

BUENOS AIRES - O governador da província de Salta, Juan Manuel Urtebey, descartou a nacionalização do petróleo e gás da Argentina ou alguma medida generalizada de intervenção nas companhias que atuam no setor energético do país. "O que se busca com essa participação é garantir o abastecimento do país e corrigir uma situação específica de uma empresa que não estava cumprindo os compromissos de investimentos para produzir o necessário para abastecer os argentinos", disse Urtebey ao término de uma reunião realizada nesta tarde entre governadores das províncias produtoras de hidrocarbonetos.

A reunião foi realizada no edifício da YPF, onde o ministro de Planejamento, Julio De Vido, e o vice-ministro de Economia, Axel Kicillof, assumiram o controle da empresa e expulsaram os diretores espanhóis da companhia. A medida oficial mobiliza as manchetes da imprensa em todo o mundo. Logo após as duras declarações do governo espanhol de que buscará ajuda da justiça, o porta-voz da do governo chileno, Andrés Chadwick, disse que a Empresa Nacional de Petróleo do Chile (Enap), também é afetada pela decisão argentina, já que é sócia da Repsol.

"Este tipo de sinal confunde e gera poucas certezas. Nos afeta via associação entre a Enap e a Repsol", disse Chadwick. "O presidente ( Sebastián Piñeira) se pronunciará sobre o tema assim que tivermos todos os antecedentes", completou. Entre os analistas e políticos, as opiniões estão divididas sobre o anúncio do governo argentino de expropriar 51% das ações da petrolífera YPF, controlada pela espanhola YPF, com 57,23%, e 25,46% pelo Grupo Petersen, da Argentina.

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