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Governo de Cristina Kirchner tem 1ª baixa

A presidente eleita da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, prepara-se para tomar posse no dia 10 de dezembro, mas a transição do governo de seu marido, Néstor Kirchner, para o próprio começa a tornar-se uma corrida de obstáculos. Entre domingo à noite e ontem circularam fortes rumores de que o ministro da Economia, Miguel Peirano, não continuaria no cargo no novo governo. O motivo seriam as divergências entre ele e o secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, o encarregado nos últimos dois anos de combater, por meios polêmicos, a inflação. A atitude do ministro evidencia a disputa de poder entre os integrantes do círculo kirchnerista. Peirano declarou à agência estatal de notícias Télam que não foi convidado para continuar no governo de Cristina e alegou problemas de saúde na família para deixar o cargo em dezembro. Mas o problema real seria a influência excessiva de Moreno em sua pasta.As especulações sobre o sucessor já começaram. Na lista dos favoritos estão o presidente do Banco Central, Martín Redrado, e o ex-diretor do Fundo Monetário Internacional Mario Blejer. Ambos têm a confiança dos mercados. Além deles, especula-se sobre a deputada e economista Mercedes Marcó del Pont; a presidente do Banco de la Nación, Gabriela Ciganotto; o ex-vice-ministro da Economia Orlando Ferreres. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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