Governo de Dubai contradiz BC e diz que não vai garantir dívida

No domingo, Banco Central tentou acalmar mercado com garantia de liquidez a bancos nacionais e estrangeiros

REUTERS

30 de novembro de 2009 | 09h44

O governo de Dubai não vai garantir a dívida da Dubai World e os credores serão afetados no curto prazo pela reestruturação do conglomerado, disse o diretor-geral do departamento de Finanças do emirado nesta segunda-feira. Abdulrahman al-Saleh acrescentou que a reação do mercado ao anúncio, feito semana passada, sobre os problemas de dívida do Dubai World foi exagerada e não é condizente com a realidade.

 

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"Eu acho que os bancos não estão em uma posição em que necessitem mais liquidez extra do banco central", disse ele à TV Dubai. "Os credores precisam tomar parte da responsabilidade pela decisão de emprestar às empresas. Eles acham que o Dubai World é parte do governo, o que não é correto."

 

No último domingo, o Banco Central dos Emirados Árabes Unidos anunciou que "respaldará" os bancos locais e estrangeiros que operam localmente. A instituição informou que vai oferecer acesso a capitais, em um sinal de que o país do Oriente Médio estaria se apressando para acalmar os investidores preocupados com a dívida de Dubai, depois que a empresa Dubai World se declarou em moratória.

A instituição emitiu aviso aos bancos nacionais e estrangeiros com subsidiárias nos Emirados Árabes afirmando que colocará à disposição "uma unidade especial de liquidez adicional relacionada com suas contas correntes no Banco Central", relatou ontem a agência de notícias oficial dos Emirados Árabes Unidos, WAM.

 

A Dubai World, cujas ações abarcam propriedades que vão de portos a bens imobiliários, surpreendeu o mundo no dia 25 ao anunciar que pedirá o adiamento do pagamento de dívidas pelo menos até maio, assim como as dívidas pendentes de sua subsidiária de bens imobiliários Nakheel PJSC. Essa subsidiária deveria pagar até US$ 3,5 bilhões em dezembro.

 

(com O Estado de S. Paulo)

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