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Governo de Dubai diz que não vai garantir dívidas de estatal

Ações nos Emirados Árabes Unidos despencam em primeiro pregão após anúncio de moratória.

BBC Brasil, BBC

30 de novembro de 2009 | 14h24

O governo do emirado de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, disse nesta segunda-feira que não vai garantir as dívidas do conglomerado estatal Dubai World.

O ministro de Finanças, Abdulrahman Al-Saleh, disse que os credores devem assumir parte da responsabilidade pela dívida da companhia.

"Os credores pensam que a Dubai World é parte do governo, o que não é correto", disse Saleh à rede Dubai Television. "Os credores precisam assumir parte da responsabilidade por sua decisão de emprestar às empresas."

A Dubai World, responsável pela vasta expansão imobiliária de Dubai, anunciou na última semana que atrasará o pagamento de suas dívidas, avaliadas em US$ 58 bilhões - a maior parte da dívida do emirado, de US$ 80 bilhões.

Segundo o analista de economia da BBC no Oriente Médio, Ben Thompson, as declarações do ministro foram recebidas com surpresa, já que quem investiu na Dubai World esperava que o governo fosse garantir os investimentos.

Segundo Thompson, a divisão entre economia e governo em Dubai é nebulosa.

A ameaça de calote sacudiu os mercados internacionais, que estavam ou ainda estão tentando se recuperar da crise global financeira iniciada com a crise de crédito do mercado imobiliário americano, em setembro de 2008.

No domingo, o Banco Central dos Emirados Árabes Unidos anunciou a criação de um mecanismo para oferecer mais liquidez a bancos do país. Bancos estrangeiros operando nos Emirados Árabes também poderão utilizar o recurso.

O Banco Central dos Emirados Árabes Unidos também afirmou, em um comunicado, que o sistema bancário dos Emirados Árabes Unidos está mais sólido e com mais liquidez do que no ano passado.

Bolsas

As declarações do ministro de Dubai foram feitas após fortes quedas nas ações em Dubai e Abu Dhabi, outro emirado dos Emirados Árabes Unidos.

Nesta segunda-feira, o Índice do Mercado Financeiro de Dubai caiu 7,3% na primeira hora do pregão depois do feriado islâmico do Eid Al-Adha, que durou quatro dias.

Na bolsa de Abu Dhabi a queda foi ainda maior, um recorde de 8,3%. Ações dos setores de construção e financeiro caíram quase 10%, e as ações da Dubai World caíram 15%.

A reabertura das bolsas se seguiu ao anúncio de que a Nakheel, subsidiária da Dubai World, pediu a suspensão da comercialização de seus títulos.

Apesar da forte queda nas bolsas dos emirados, os mercados asiáticos mostraram recuperação - mas as bolsas na região fecharam antes do anúncio da Nakheel.

O índice Nikkei de Tóquio teve alta de 2.9% enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, registrou alta de 3,6%. As ações em Xangai tiveram alta de 2,5%.

Por volta das 13h50 (hora de Brasília), algumas das principais bolsas europeias operavam com ligeiras quedas: o índice Dax, de Frankfurt, de 0,06%, e o Cac 40, da França, de 0,04%. Em Londres, o FTSE apresentava alta de 0,01%.

No mesmo horário, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones registrava alta de 0,47%, e o Nasdaq, de 0,20%. No Brasil, o índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava com ganhos de 0,57%.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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