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Governo de Santa Catarina decreta emergência sanitária

Em 2007, Estado obteve a certificação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre da aftosa

JÚLIO CASTRO, ESPECIAL PARA O ESTADO, FLORIANÓPOLIS, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2011 | 03h05

Pouco mais de 24 horas de ter sido notificado um foco de febre aftosa no Departamento de San Pedro, no Paraguai, o governador Raimundo Colombo assinou decreto estabelecendo situação de emergência sanitária em Santa Catarina. A decisão foi tomada depois de o governador catarinense se reunir, ontem, com várias autoridades sanitaristas, entre elas o secretário de Agricultura e da Pesca João Rodrigues. Também participaram do encontro, em caráter emergencial, os representantes da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), do Ministério da Agricultura, da Polícia Militar e do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Estado de Santa Catarina (Sindicarne).

O último foco de febre aftosa no Brasil foi registrado em 2005, com início no Mato Grosso do Sul e que chegou ao Paraná. Santa Catarina, embora não tenha registrado a doença, teve grandes prejuízos em função das restrições impostas pelos países importadores de carne suína. Em 2007, Santa Catarina obteve a certificação internacional da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como Estado livre de febre aftosa sem vacinação.

O Estado é o único do Brasil a conquistar esse status. De acordo com o secretário da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, o Estado está tomando todas as medidas preventivas para manter o reconhecimento da OIE.

Vigilância. Entre as ações para evitar que a aftosa afete o rebanho catarinense ficou acertado que a superintendência federal de agricultura do Ministério da Agricultura colocará 40 veículos à disposição do Estado para auxiliar na vigilância das barreiras sanitárias fixas e volantes, principalmente naquelas localizadas nas divisas com o Paraná e Argentina.

"Estamos em estado de alerta, vamos reforçar a atenção para as barreiras e para as medidas de sanidade animal", afirmou o governador Raimundo Colombo.

"Devemos agir como se a ameaça estivesse ao nosso lado para preservarmos o trabalho de mais de 20 anos da agricultura catarinense", complementou.

Colombo acertou ainda, com o Ministro da Agricultura Mendes Ribeiro, uma reunião na próxima semana com os secretários de Agricultura dos Estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul para discutir ações alinhadas de prevenção e combate à febre aftosa.

Ontem, o Brasil anunciou a suspensão da importação de animais vivos e de carne in natura provenientes do Paraguai. Argentina e Uruguai também adotaram a mesma medida.

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