finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Governo descarta adiar leilão do pré-sal

Às vésperas do leilão do campo de Libra, petroleiros protestam contra a realização da rodada; governo federal enviará tropas da Força Nacional para garantir segurança no leilão

Sabrina Valle e Wellington Bahnemann, da Agência Estado,

17 de outubro de 2013 | 13h17

RIO/BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, descartam nesta quinta-feira, 17, adiar o primeiro leilão do pré-sal, no campo de Libra, marcado para a próxima segunda, 21. Trabalhadores do setor de petróleo iniciaram nesta manhã uma greve contra a realização da rodada e chegaram a ocupar a sede das Minas e Energia.

Questionado se algo poderia adiar o calendário, Lobão disse, durante balanço da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que o leilão "está posto" para a próxima segunda "e será realizado". Já Magda disse que não existe a possibilidade de adiamento do leilão e acrescentou que haverá forte esquema de segurança.

O governo federal informou, inclusive, que encaminhará ao Rio de Janeiro tropas da Força Nacional de Segurança. Militares do Exército também estão sendo convocados. O Ministério da Defesa realiza, na tarde desta quinta-feira, reunião para definir o efetivo das forças e a estratégia adotada para a segurança do leilão, o primeiro de uma área na região do pré-sal.

Magda afirmou não estar preocupada com os protestos contra o leilão ou ações judiciais para paralisar a rodada. Segundo ela, as manifestações fazem parte do processo democrático e as contestações na Justiça acontecem tradicionalmente em todos os leilões. Magda reforçou que há uma equipe de advogados da agência para assegurar a rodada. "Estamos preparados", disse.

O primeiro leilão do pré-sal não deverá contar com a participação da presidente da República, Dilma Rousseff, nem da presidente da Petrobrás, Graça Foster, que será realizado em um hotel no Rio de Janeiro.

A Petrobrás será representada pelo seu diretor de Exploração & Produção, José Miranda Formigli, e gerentes executivos, de acordo com informações da área de comunicação da estatal.

Expectativa. O secretário-executivo de Óleo e Gás do Ministério de Minas e Energia (MME), Marco Antonio Almeida, voltou a dizer que o governo espera entre 1 a 4 consórcios participando do leilão de Libra, pré-sal de Santos, na segunda-feira.

Lembrou que 11 empresas se habilitaram a participar e que as regras determinam um máximo de cinco companhias por cada consórcio. Almeida disse ainda que nove das 11 pagaram suas parcelas de garantias para participar, uma taxa que soma R$ 156 milhões por consórcio. Por ser cara ele diz especular que todas as que depositaram as garantias de fato farão lances. "Nada é cristalino neste momento, precisamos esperar para ver", disse.

Segundo Almeida, é possível que as duas empresas que não pagaram não participem do leilão. Mas o executivo não descartou que as petroleiras tenham sido "carregadas" por outras companhias, que possam ter adiantado o pagamento em nome das parceiras. O nome das duas não foi revelado, mas o Broadcast apurou serem Ecopetrol e ONGC.

Almeida foi destacado para presidir o conselho de administração da PPSA, empresa que vai gerir os contratos de partilha. Ele disse que é esperada a convocação formal da diretoria, nomeada neste mês, dentro de cerca de uma semana, faltando apenas trâmites burocráticos.

O secretário-executivo preferiu não comentar a redução da defasagem do preço da gasolina vendida pela Petrobrás nas refinarias, em comparação com as cotações internacionais. Almeida disse que, apesar de o governo fazer parte do conselho de administração da Petrobrás, esta é uma decisão interna da empresa.

Tudo o que sabemos sobre:
pre-sal

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.