Governo descarta racionamento e aciona térmicas no Sudeste

Objetivo da medida é poupar os reservatórios. Governo já adiantou que consumidor não será pensalizado

Leonardo Goy, da Agência Estado,

10 de janeiro de 2008 | 18h26

O governo decidiu acionar seis térmicas a óleo localizadas na região Sudeste. O objetivo da medida, anunciada após a reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) na tarde desta quinta-feira, 10, é poupar os reservatórios e, com isso, evitar o racionamento. O ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, já adiantou que a medida, apesar de encarecer a produção de energia, não deve pesar no bolso do consumidor. "Não haverá reflexo algum nos preços porque estas térmicas despachadas hoje já têm os seus contratos assinados", afirmou. Leia também: Ministro contesta diretor da Aneel e descarta novo apagão até 2009 Indústria já estuda medidas para evitar prejuízos de 2001 Inpe também alerta para racionamento Os níveis dos reservatórios  Mais cedo, em uma outra reunião, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff - ex-ministra de Minas e Energia -, afirmou que não existe risco de racionamento de energia no País. A mesma garantia foi dada pelo ministro Hubner. Segundo ele, o governo também não vê necessidade de realizar campanhas junto à população para incentivar a economia de energia porque, neste momento, todo o esforço está sendo feito no sentido de buscar alternativas de energia. Além disso, na avaliação do ministro, o período chuvoso apenas começou, embora a situação esteja bem pior neste início de 2008 do que em anos anteriores. Ele garantiu que as decisões foram tomadas a partir de simulações de situações críticas tanto no Nordeste quanto no Sudeste e, desta forma, acredita que as ações vão garantir oferta suficiente de energia em 2008 e também em 2009. Ele contou que ainda faltam ser solucionadas questões logísticas para o início da operação das usinas, que terão capacidade de ção de 800 MW. "Vamos ligar essas térmicas para que o repasse de energia do Sudeste para o Nordeste não afete os reservatórios das hidrelétricas no Sudeste." Hubner disse ainda que o CSME avaliará em sua próxima reunião eventuais fornecimentos extras de energia por outras térmicas a óleo e também de usinas a gás, que poderão funcionar graças à conclusão de gasodutos e também em função do início da produção de gás em novos campos.  Novo gasoduto Segundo ele, a partir da segunda semana de fevereiro, será concluído o gasoduto Cabiúnas-Vitória, que levará gás da bacia do Espírito Santo à capital capixaba e também permitirá o acréscimo de 5 milhões de metros cúbicos no fornecimento para o Estado do Rio de Janeiro. "A termelétrica de Macaé, por exemplo, poderá entrar em operação com 1.000 MW no início de fevereiro", explicou o ministro. Na reunião da tarde, participam o ministro Hubner; o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Jerson Kelman; o presidente Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim; o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrica (ONS), Hermes Chipp; e a diretora de Gás e Energia da Petrobrás, Maria das Graças Foster.

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