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Governo desligará 4 usinas térmicas a partir de sábado

Após o funcionamento pleno das usinas térmicas mais poluentes e que produzem energia mais cara desde o fim do ano passado, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) determinou nesta quarta-feira, 8, o desligamento de quatro termelétricas a partir da 0h de sábado. Com a desativação dessas usinas, a estimativa de economia para os consumidores a cada mês pode chegar a R$ 100 milhões.

EDUARDO RODRIGUES, Agencia Estado

08 de maio de 2013 | 19h49

"O CMSE concluiu que a segurança do setor elétrico de fato existe. A usina térmica de Uruguaiana já foi desmobilizada em abril, e o comitê autorizou hoje desligamento de mais quatro usinas", afirmou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, após a reunião do colegiado.

Serão desligadas as usinas pernambucanas de Pau Ferro (94 MW) e Termomanaus (143 MW), a goiana Chavante (54 MW) e a Potiguar (43 MW), do Rio Grande do Norte. As termelétricas foram ligadas porque o período de seca de 2012 deixou os reservatórios das hidrelétricas em níveis mais baixos que os de segurança para o fornecimento de energia.

Segundo o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Hermes Chipp, a redução de custos operacionais com o desligamento dessas usinas deve ser de R$ 270 milhões por mês. Em termos de encargos que seriam repassados para os consumidores, a economia é de R$ 80 milhões a R$ 100 milhões por mês. "Apesar de não serem grandes usinas, essas quatro estão entre as mais caras do País", disse.

Racionamento

De acordo com o Lobão, o governo continuará monitorando a situação dos reservatórios das usinas hidrelétricas e poderá determinar o desligamento de mais usinas térmicas futuramente. "Não temos muitas, mas ainda temos térmicas a diesel que poderão ser desligadas. Temos garantia de que sistema é seguro e não haverá nenhum tipo de racionamento", completou.

Mas apesar do período de chuvas já ter chegado ao fim, Lobão ponderou que o governo ainda precisará esperar alguns dias para ter um diagnóstico da situação dos reservatórios das usinas hidrelétricas. "As chuvas vieram até o fim de abril, mas da cabeceira dos rios até as hidrelétricas leva algum tempo. Daqui a dez dias é possível que os reservatórios tenham um nível melhor de água", disse o ministro. Segundo ele, para ir da cabeceira do Rio São Francisco até a Usina de Sobradinho, por exemplo, a água demora 13 dias. "Por isso, o desligamento de mais térmicas é possibilidade, não é certeza. Poderíamos ter desligado mais térmicas hoje, mas preferimos manter o nível dos reservatórios, guardando essa energia", completou Lobão.

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