Governo deve cortar IOF para estimular crédito até a próxima semana

Em abril, Mantega dobrou a alíquota do IOF de 1,5% para 3% e, agora, deve reverter a medida

Adriana Fernandes e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

30 de novembro de 2011 | 10h27

BRASÍLIA - Preocupado com a desaceleração da economia, o governo brasileiro já estuda medidas para estimular o crédito e o consumo das famílias. Segundo apurou a repórter Adriana Fernandes, da Agência Estado, uma delas é a redução da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente nas operações de crédito feitas por pessoas físicas. Em abril deste ano, Mantega dobrou a alíquota do IOF de 1,5% para 3% para moderar o consumo e, agora, deve reverter a medida. A decisão deve ser anunciada no fim desta semana ou no início da próxima.

Na área do crédito, o BC já reverteu parte das medidas macroprudenciais de aperto do crédito que foram adotadas no início do ano para esfriar a economia. Em outra frente, o BNDES também está discutindo com o BC mecanismos para financiar as empresas nacionais que operam fora do Brasil.

Nesta quarta-feira, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, confirmou que o governo deve anunciar, "no máximo até a semana que vem", medidas para estimular o crédito. "O que estamos discutindo e a Fazenda está preparando tem mais a ver com crédito. Vamos levantar um pouco as restrições de crédito que tinham sido feitas no início do ano, as tais medidas macroprudenciais", afirmou, após participar da solenidade de abertura da Conferência Américas +10.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reuniu-se nos últimos dias, em São Paulo, com empresários e representantes de entidades ligadas à indústria e ao varejo. Mantega prometeu, por exemplo, anunciar medidas de redução tributária para o setor têxtil.

Pimentel disse que há várias ações que podem ser feitas na área do crédito, além de redução de tributo. "Pode aumentar o prazo, pode tirar a entrada no crédito ao consumidor, tem muita coisa que pode ser feita", disse.

Texto atualizado às 13h05

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