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Governo deve desconsiderar China como economia de mercado--Fiesp

O governo brasileiro não deve reconhecer a China como economia de mercado, defendeu o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, ao ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

REUTERS

21 de fevereiro de 2011 | 19h58

Apesar de destacar a boa relação comercial mantida entre os dois países, Skaf afirmou na segunda-feira que grande parte dos produtos chineses que entram em território brasileiro é ilegal, o que traz danos potenciais ao Brasil.

"Nós repudiamos isso ... não é verdadeiro. A China não é um país de economia de mercado. A realidade é que esse reconhecimento prejudicaria muito (o Brasil)", afirmou.

Skaf recebeu Patriota e empresários para um almoço na sede da Fiesp, em São Paulo. O chanceler disse que a relação comercial com a China "em linhas amplas é muito favorável ao Brasil".

Segundo Patriota, o Brasil tem um superávit comercial com a China entre 4 e 5 bilhões de dólares e o país asiático se tornou o principal parceiro comercial desde 2009.

Skaf, no entanto, ressaltou que "há um superávit geral próximo a 5 bilhões de dólares, porém o Brasil registra déficit próximo a 20 bilhões de dólares da balança do setor manufatureiro".

"O Brasil precisa estar equipado de pessoas ... para realmente (ter) uma defesa comercial, não é protecionismo, mas uma defesa comercial", afirmou.

Patriota desembarca em Pequim em 3 de março junto ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, para preparar a visita que a presidente Dilma Rousseff fará ao país asiático em abril.

O chanceler reconheceu que também será uma oportunidade de abordar algumas questões relacionadas à qualidade do comércio, aos investimentos e às relações comerciais, além de fortalecer o diálogo político.

"A relação é altamente benéfica para o Brasil ... mas isso não impede que nós, claro, nos protejamos contra concorrência desleal", disse Patriota.

(Reportagem de Bruno Marfinati)

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