Governo deve desistir de unificar leilões de energia, diz EPE

Possibilidade foi cogitada com o adiamento da licitação de fontes alternativas para o 2º semestre deste ano 

Wellington Bahnemann, da Agência Estado,

26 de maio de 2010 | 12h15

O governo federal desistiu de unificar o leilão de fontes renováveis (modalidade energia de reserva) e o leilão que contratará a demanda complementar do mercado cativo em 2013 (A-3). A possibilidade foi cogitada recentemente com o adiamento da licitação de fontes alternativas para o segundo semestre deste ano, mas o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, disse que a ideia foi praticamente descartada.

"Estamos caminhando para dois leilões em separados. Pensamos em realizar um só, mas é muito difícil porque os contratos dos leilões são diferentes", disse o executivo, que participou nesta quarta-feira, 26, de evento na capital paulista sobre o Plano Decenal de Energia 2010-2019. No leilão de fontes alternativas, a energia será vendida para todos os consumidores do sistema, inclusive os clientes livres. No A-3, a oferta das usinas é comercializada apenas para as distribuidoras.

Tolmasquim comentou que o governo ainda desenvolve estudos para definir as condições dos dois leilões, que poderão ocorrer no mesmo dia. "Na próxima semana ou na semana seguinte, devemos divulgar uma portaria com as datas dos leilões e a metodologia de cada licitação", afirmou o presidente da EPE.

No caso do leilão de energia renovável, Tolmasquim disse que não está definido se terá um preço-teto por fonte (PCH, biomassa e eólica) ou um valor único para todos os projetos. O executivo sinalizou, porém, que o preço-teto deve ficar abaixo dos R$ 189/MWh, fixado pelo governo federal no leilão de energia eólica realizado no final do ano passado.

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