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Governo deve voltar a apoiar produção de álcool

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou hoje que a produção de álcool voltará a ter apoio do governo. Ele destacou a importância do combustível, menos poluente e que pode gerar mais emprego, para que o Brasil possa dobrar sua produção nos próximos anos, visando inclusive o mercado externo. "O Brasil precisa estar preparado para pegar uma grande fatia do mercado internacional", afirmou ele. À tarde, na Agrishow, em Ribeirão Preto, Lula reuniu-se com os empresários do setor sucroalcooleiro e atendeu dois pedidos: o retorno do percentual de 20% para 25% de álcool anidro na mistura da gasolina, como estava previsto, a partir de 1º de junho, e o financiamento de R$ 500 milhões, pelo Banco do Brasil, para a estocagem de álcool.Lula inaugurou a termelétrica da Companhia Energética Santa Elisa, pela manhã, em Sertãozinho, que irá gerar 60 MW de energia elétrica a partir do bagaço de cana (biomassa), suficiente para abastecer cerca de 500 mil casas populares. A usina consumirá metade disso e o excedente será vendido para a CPFL. "Vamos recuperar o álcool e a sua matriz energética", garantiu o presidente.Lula, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, reuniram-se a portas fechadas com os empresários e, depois, o chefe de gabinete de Rodrigues, Célio Porto, anunciou as novidades esperadas pelo setor. Os usineiros cumpriram o prometido em abril - dos 600 milhões de litros de álcool que deveriam produzir, chegaram a pelo menos 565 milhões, segundo a União da Agroindústria Canavieira do Estado de São Paulo (Unica), além da antecipação da safra, já iniciada. A previsão da safra iniciada também é otimista: produzir 12,650 bilhões de litros, contra 11,1 bilhões da passada.Para o financiamento da estocagem de álcool, que depende de aprovação do Conselho Monetário Nacional, as usinas da região Centro-Sul (que produz cerca de 85% do álcool do País) poderão dispor dos recursos imediatamente. Para as usinas do Nordeste, o prazo para início é em setembro. O volume vinculado ao financiamento deverá ser de 1,5 bilhão de litros.

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