Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

Governo diverge sobre controle de capital especulativo

O fato é que o governo está atento à possível enxurrada de dólares após grau de investimento

Da Redação,

08 de maio de 2008 | 15h13

Os integrantes do governo ainda não chegaram a um entendimento sobre a imposição de restrições à entrada de dólares no País. De um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmam que não há dentro do governo nenhuma discussão sobre medidas para conter a entrada de capital especulativo. De outro lado, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, admitiu que o governo poderá adotar medidas para restringir este tipo de recurso, caso o dólar despenque ainda mais. Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, destacou que é difícil prever se haverá ou não uma forte entrada de dólares, mas garantiu que o capital especulativo não é bem-vindo. Veja também:Na elite do mercado mundial O fato é que o governo está atento à possível enxurrada de dólares que pode haver no mercado brasileiro depois da classificação de grau de investimento dada pela agência Standard & Poor's na semana passada. Outra medida que gerou boatos, mas que já foi confirmada pelo governo, é a formação de um fundo soberano, no qual uma parcela dos recursos das reservas é direcionada para aplicações com risco maior e rentabilidade superior.  Bernardo defendeu nesta quinta-feira, 8, "que o câmbio flutuante é o melhor. Evita especulação, manipulação e gasto fiscal. Então, continua sendo essa a posição do governo." Ele ironizou dizendo que "o pessoal fica alarmado, dizendo que vai ter uma enxurrada de dólares por causa do investment grade, mas, até agora, está chuviscando".  Ele informou que, na discussão da política industrial, que será anunciada na segunda-feira, o governo incluiu medidas importantes para melhorar o saldo da balança comercial. Segundo ele, haverá redução de impostos e crédito mais barato para o exportador. "Essas medidas vão dar fôlego para o importador, porque interessa para ele e para o País. Não tem nenhuma outra discussão no governo", reforçou o ministro. O ministro Miguel Jorge, apesar de admitir a idéia de controle de capital especulativo, não prevê uma enxurrada de dólares. "Primeiro, porque há já houve uma enorme entrada de investimentos diretos no Brasil nos últimos dois anos. Somos o segundo maior país em recebimento de investimentos diretos entre os emergentes. Segundo, porque há uma liquidez muito menor no mundo com a crise do crédito imobiliário (subprime) nos EUA, em que os bancos e fundos encolheram muito as perspectivas para investimentos", explicou. "Nas condições atuais isso não é necessário e, portanto, não acredito que seja feito. Eventualmente se as nossas avaliações estiverem erradas e houver a tal enxurrada, e eu insisto que não há a possibilidade de que isso ocorra, certamente o Ministério da Fazenda e o Banco Central terão medidas como aumento de IOF ou outro imposto qualquer sobre o capital especulativo. Porque o capital que vem para investir em produção não deveria sofrer taxação", afirmou o ministro.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.