ED FERREIRA/ESTADAO
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Governo diz que não tem meta para o câmbio e que não vê descontrole

Ministro do Planejamento afirma que governo trabalha 'com qualquer cotação'; dólar voltou a subir nesta sexta-feira, superando R$ 3 

Ricardo Leopoldo e Francisco Carlos de Assis, O Estado de S. Paulo

06 de março de 2015 | 14h26

Texto atualizado às 17h

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, ressaltou ao Broadcast que o governo não trabalha com uma taxa específica do dólar em relação ao real. "O governo não tem uma meta de câmbio, a gente trabalha com qualquer cotação", disse. O dólar subiu 1,36% nesta sexta-feira, 6, cotado a R$ 3,05 - só na primeira semana de março a alta acumulada é de 10%

Pouco antes, durante evento organizado pela Câmara de Comércio França-Brasil, o ministro tinha observado que a "mudança no câmbio não é nenhum descontrole" e avaliado que a alta do dólar "tem efeito restritivo na inflação no curto prazo, mas é positiva no longo prazo para tradables (produtos que sofrem concorrência externa)". 

Barbosa afirmou que o mercado aponta que a taxa de câmbio real corrige a apreciação ocorrida entre 2007 e 2011 e destacou que "a taxa de câmbio real caminha para o nível de 2006".

O ministro também apontou que "o realinhamento cambial diminui pressões para protecionismo" comercial de alguns segmentos produtivos. Ele destacou que a variação da cotação do dólar ante o real "reflete condições externas e internas", entre elas a valorização da moeda norte-americana perante outras divisas e a redução de preços e commodities. 

"Realinhamento promove discussões para abertura comercial de alguns setores. Temos câmbio flutuante e o governo não tem compromisso formal com a taxa de câmbio e atua para reduzir a volatilidade", afirmou. 

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