Governo diz que superávit maior permite gasto de R$ 1,5 bilhão

O governo estabeleceu novas metas de despesas para o Orçamento da União de 2002, adaptando o orçamento deste ano à nova meta de resultado primário do governo central, de 3,88%, acertada com o FMI. O secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Simão Cirineu, afirmou que o governo reestimou a receita prevista para o ano, prevendo aumento de R$ 4,1 bilhões na arrecadação em relação à que estava prevista em julho.Parte desses recursos será utilizada para elevar o resultado primário do governo central em R$ 1,5 bilhão e o restante, na cobertura de gastos obrigatórios e na recomposição de despesas que estão contingenciadas. "Com isso, adaptamos claramente o orçamento à meta de superávit primário para 2002, equivalente a 3,88% do PIB no setor público consolidado", afirmou o secretário do Tesouro, Eduardo Guardia, que divulgou as notas metas juntamente com Cirineu.O decreto que vai estabelecer essas mudanças prevê também uma expansão R$ 1,22 bilhão nos empenhos. "Essas medidas relativas aos empenhos servirão para dar oxigênio à máquina administrativa, que estava supercontingenciada", disse Cirineu. Segundo ele, nas novas despesas previstas estão incluídos R$ 420 milhões para continuação de obras.

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