Governo do ES tem 93% das ações do banco

Um dos poucos bancos estaduais remanescentes com relativa saúde financeira, o Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) será um ativo atraente na herança de Paulo Hartung para o próximo governador.

, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2010 | 00h00

O Estado tem 93% das ações do banco e o restante é negociado em bolsa. Após o prejuízo de R$ 34 milhões em 2002, um pente fino reduziu em R$ 16 milhões os custos anuais e trouxe as contas para o azul já em 2003. Entre o ano seguinte e 2008, o lucro líquido quadruplicou sem necessidade de capitalização.

Além do reinvestimento de 75% do lucro no patrimônio líquido, o reforço na cobrança conseguiu elevar de R$ 4 milhões, em 2003, para R$ 21 milhões, em 2009, a recuperação de crédito.

Apesar dos reflexos da crise, em 2009, o Banestes usou parte da boa reserva de liquidez na compra de contratos de crédito consignado de pequenas financeiras no valor de R$ 700 milhões. A operação turbinou a carteira, que fechou o primeiro semestre de 2010 com saldo de R$ 3,56 bilhões.

Há dois meses, o banco reativou as linhas de crédito imobiliário, fechadas desde 1993, com dotação inicial de R$ 200 milhões. Como já cobre todos os municípios capixabas, com 131 agências e 25 postos de atendimento, o banco começou este ano a se instalar em cidades de Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro que ficam próximas dos limites com o Espírito Santo.

Outro vetor é a expansão do Banescard, bandeira própria de cartão de débito e crédito com a maior rede credenciada do Espírito Santo.

No mês que vem, o banco faz licitação para integrar o cartão às redes de credenciadoras nacionais, como Cielo e Redecard. Mas a intenção é apenas dar mais conforto aos correntistas capixabas fora do Estado.

"Somos um banco regional, de pequeno porte, e nossa estratégia é continuar assim. Não queremos disputar com os grandes fora da área de influência do Espírito Santo. Após a recuperação, queremos consolidar a lucratividade do banco. Paramos de sangrar e deixamos de ser um ônus. Agora somos parte da solução, pagando dividendos ao Estado", diz o presidente do banco, Roberto Penedo.

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