Governo dos EUA e Citi chegam a acordo sobre ajuda

Segundo pacto, Estado poderá ter até 40% de participação na entidade, em troca de mudanças no conselho

Efe,

27 de fevereiro de 2009 | 06h31

O governo dos Estados Unidos e o Citigroup chegaram a um acordo para o resgate financeiro desse que já foi o maior banco do país. Segundo dois jornais nova-iorquinos, o anúncio será feito nesta sexta-feira, 27. Bancos dos EUA têm 1º prejuízo trimestral desde 1990Banco Lloyds registra queda de 75% no lucroAs medidas do empregoDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise Os jornais The Wall Street Journal e The New York Times, citando fontes da negociação, informam nesta sexta que o Departamento do Tesouro e o banco acordaram na quinta-feira à noite que o Estado tenha uma participação de entre 30% e 40% na entidade, em troca de mudanças no conselho de administração da empresa. Segundo o Times, os negociadores têm que discutir alguns detalhes finais, e está previsto que o acordo seja anunciado ainda nesta sexta. Em princípio, segundo o mesmo jornal, o governo não daria mais dinheiro ao banco além dos US$ 45 bilhões já injetados no final de 2008. O Wall Street Journal diz que "não está claro o preço que o governo pagará" no acordo, que prevê várias mudanças no conselho de diretores, mas que deixará em seu cargo o diretor-executivo Vikram Pandit. A atual participação do governo é em ações preferenciais, e o interesse dos negociadores é que se transforme em papéis comuns do Citi, o que reduziria o volume de sua dívida e reforçaria sua base de capital. O governo conta com uma participação de 8% no Citigroup e, caso se consolide o acordo, poderia chegar a 40%, segundo analistas nova-iorquinos.

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