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Governo e investidores divergem sobre risco de apagão

Para o governo, risco é de 7,3% em 2011. Já os investidores defendem que este risco pode chegar a 28%

03 de setembro de 2007 | 16h55

Governo e investidores continuam discordando sobre os riscos de apagão no Brasil. Debate promovido pela TV Estadão na tarde desta segunda-feira mostrou que, enquanto o risco apontado pelo governo é de 7,3% na região Sudeste, a partir de 2011, os investidores avaliam que este risco pode chegar a 28%. A divergência ocorre, segundo Cláudio Sales, presidente do Instituto Acende Brasil, que representa os investidores, porque os dados divulgados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e divulgados pelo governo não são efetivamente os utilizados para operar o sistema.  Sales dá como exemplo a situação dos reservatórios. Segundo ele, o racionamento viria quando os reservatórios atingissem 30% da capacidade, mas, segundo ele, no estudo da EPE, o racionamento viria quando o reservatório tivesse esgotado a sua capacidade. Segundo ele, portanto, os dados da EPE não são realistas. O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), uma empresa vinculada ao Ministério das Minas e Energia, Maurício Tolmasquim, rebate as afirmações e diz que o estudo usado para os riscos de apagão é o mesmo que define a necessidade de racionamento. Polêmica O debate da TV Estadão esquentou quando Tolmasquim disse que os estudos sobre risco de apagão apresentados pelo Instituto Acende Brasil têm o objetivo de provocar terror e, com isso, pressionar para cima os preços de energia. Sales rebateu: "nosso objetivo é cobrar de maneira transparente a atuação do governo. Queremos ser porta-vozes sobre o risco do racionamento", disse. O Instituto Acende Brasil é uma entidade criada em 2006 para promover a transparência, o empreendedorismo privado e a sustentabilidade no setor elétrico brasileiro. Já a EPE, criada em 2004, tem como objetivo prestar serviços na área de estudos e pesquisas de planejamento para o setor energético.

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