Governo e oposição classificam alta da Selic como conservadora

'Dez cabeças iluminadas no Banco Central não podem decidir pelo Brasil inteiro', diz Henrique Fontana (PT-RS)

Denise Madueño, de O Estado de S. Paulo,

17 de abril de 2008 | 13h49

O líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), criticou nesta quinta-feira, 17, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa Selic em 0,5 ponto porcentual, classificando o aumento de "ultraconservador". Para o líder, o que houve na economia foram apenas "pequenos sinais de micro-elevação da inflação, relacionados a questões externas de preços de commodities, que não justificam esse aumento".   Veja também:    Em decisão unânime, Copom sobe taxa Selic para 11,75%  Professor do IBMEC-SP fala sobre impacto do juro maior para os investimentos   Compare a taxa básica da economia com os juros cobrados ao consumidor  ENQUETE: Com juro maior, você vai reduzir suas compras a prazo?   Veja especial sobre a crise dos alimentos    O deputado petista disse temer que a elevação dos juros possa diminuir os investimentos no País. " O Banco Central não pode frear o Brasil", afirmou. Fontana defendeu que a questão dos juros seja discutida com a sociedade. "Dez cabeças iluminadas no Banco Central não podem decidir pelo Brasil inteiro. Temos que abrir essa discussão", afirmou.   A reação também foi negativa na oposição. O líder do DEM, Antônio Carlos Magalhães Neto (BA) disse que empresários vão brecar investimentos e a conseqüência será a não geração de empregos. Considerou também a decisão "extremamente conservadora e desnecessária". Para ACM Neto a elevação dos juros foi um remédio equivocado. "O governo gasta muito e gasta mal. O presidente Lula é perdulário com os recursos públicos, gastando com medidas eleitoreiras", afirmou ACM Neto.

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