Governo e oposição fazem avaliam depoimento de Denise

Ambos saíram fazendo avaliações completamente opostas; expectativa da oposição por documentos foi frustrada

Cida Fontes,

11 de junho de 2008 | 21h20

Governo e oposição saíram da sala da Comissão de Infra-Estrutura do Senado, depois do depoimento da ex-diretora da Anac Denise Abreu, como entraram, ou seja, fazendo avaliações completamente opostas. A expectativa da oposição de que Denise apresentaria documentos para reforçar suas denúncias de que houve pressão da ministra Dilma Rousseff no processo de venda da Varig, não foi atendida. A ex-diretora só usou os documentos que levou em uma mala para consultas a fim de respaldar o seu depoimento e reafirmar as acusações, mas não apresentou nenhum fato novo, na avaliação dos governistas. Veja também:Para Virgílio, venda da Varig pode levar a nova CPISenadores batem boca sobre 'perdão' da dívida da VarigDenise diz que dossiê pretendia pressioná-la psicologicamenteDenise destaca rapidez incomum na certificação da nova Varig 'Governo arquitetou a saída dos diretores da Anac', diz DeniseTurbulências da Varig   "Ela não tem como provar as pressões", afirmou a líder do PT, senadora Ideli Salvatti (SC), concordando com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), para quem a polêmica se encerrou com o depoimento de Denise. Para os oposicionistas, no entanto, as palavras da ex-diretora foram decisivas para provocar um pedido de CPI do caso Varig. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), admite abrir as investigações, mas só depois das eleições municipais.

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