Governo e produtores argentinos medem força em passeatas

Fazendeiros argentinos realizaramneste domingo uma grande manifestação contra a política agráriado governo, antes de um outro evento público programado para oDia da Revolução onde a presidente argentina, CristinaKirschner, deve procurar apoio para seu imposto impopular sobrea soja. A Argentina é um dos maiores exportadores do mundo detrigo, soja, milho e carne, e o protesto na segundo maiorcidade do país, Rosário, é vista como uma forma de demostraçãoda força dos ruralistas antes das negocições como o governo, nasegunda-feira. Conversas entre fazendeiros e o governo, na últimaquinta-feira, não trouxeram nenhuma solução para o conflito quejá dura três meses e está relacionado ao imposto sobre a soja, que tem atingido as vantagens dos preços argentinos,alimentando a demanda por dólar e afetando a popularidade dapresidente. "Nós queremos que toda a Argentina reconheça o que osfazendeiros fazem pelo país", disse uma mulher na passeata emRosário para a emissora TN. Ela não quis dar seu nome, masafirmou que ela produz milho, trigo, soja e carne. Grupos rurais esperam mais de 100 mil pessoas de todas aspartes do país em sua reunião em Rosário, um porto chave deexportação de grãos, a 300 quilômetros ao norte de BuenosAires. "Já temos bastante gente, muito mais do que o esperado",disse Ricardo Buryaile, vice-presidente da Confederação Ruralda Argentina, um dos quatros grandes grupos rurais no país. Cristina criticou a manisfestação, afirmando que esta é umaplataforma para a oposição politica. Líderes da oposição seprogramaram para comparecer ao protesto, mas os gruposruralistas disseram que apenas seus próprios líderesdiscusariam em Rosário. A presidente Cristina viajou para falar frente a 10 milpessoas nesta tarde, em um evento do governo ao norte de Salta,em comemoração do Dia da Revolução, um importante feriadonacional. Desde 11 de março, quando o governo anunciou um novoimposto sobre as exportações de soja, os fazendeiros jáorganizaram duas grandes paralisações, uma que durou 3 semanase outra 2 semanas. Nas paralisações, agricultores impediram oabastecimento de grãos e carnes nos mercados. Altos preços globais para produtos rurais trouxeram ganhoselevados para produtores na Argentina. (Reportagem de )

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