Governo e sindicatos negociam fim da greve na GM

O secretário de Relações doTrabalho, Osvaldo Bargas, reúne-se nesta segunda-feria, em São Paulo,com representantes dos metalúrgicos grevistas ligados à CentralÚnica dos Trabalhadores (CUT) e da General Motors. Orepresentante do Ministério do Trabalho vai tentar intermediarum acordo entre as partes que ponha fim à greve que atinge afábrica da montadora em São José dos Campos (SP) desdeterça-feira. Na quinta, o Tribunal Regional do Trabalho julgou agreve abusiva e determinou a volta imediata ao trabalho, mas os10,5 mil funcionários decidiram manter a paralisação até aempresa atender às reivindicações. Eles querem reajuste de 1039%, redução da jornada de trabalho sem corte nos salários eadoção do gatilho salarial (sempre que a inflação acumular 3%).A GM ofereceu abono de 56% para salários de até R$ 1.600 pormês. A greve na fábrica de São José dos Campos, onde sãomontados 764 veículos Corsa e S-10 por dia, e 1.800 motores,teve reflexos em outras duas unidades. A fábrica de Gravataí(RS), onde é produzido o Celta, e a unidade de São Caetano doSul, no ABC Paulista, deixaram de operar na sexta-feira porfalta dos motores que são fornecidos por São José. Em SãoCaetano, são montados o Corsa Classic, Astra e Vectra. No Paraná, os 2,7 mil metalúrgicos da Renault continuamparados. Em greve desde terça-feira, eles querem antecipaçãosalarial de 14,62%. A Renault ofereceu abono de R$ 500, em duasparcelas, mas os trabalhadores, filiados à Força Sindical,recusaram. Com a greve, a fábrica de São José dos Pinhais deixade montar 340 veículos e 900 motores por dia.

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