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Governo e usineiros discutem hoje alta do preço do álcool

Os ministros da Fazenda, Antonio Palocci, e da Agricultura, Roberto Rodrigues, participam de reunião na tarde desta quarta-feira com usineiros para discussão sobre o preço do álcool. Participam também e assessores dele e dos ministérios de Minas e Energia, Agricultura, Desenvolvimento, Fazenda e Casa Civil. Participam também técnicos dos ministérios de Minas e Energia e da Fazenda. Do lado dos usineiros, participam representantes da cadeia produtiva do álcool de vários Estados, entre eles São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Paraná. Dentro do Ministério da Fazenda, encontra resistência a proposta feita pelo Ministério da Agricultura de abrir uma linha de financiamento de R$ 1 bilhão para os produtores de álcool. Pela proposta, em troca do financiamento, os usineiros de álcool manteriam o preço médio do produto no atacado em R$ 1,00 o litro.Técnicos do governo lembram, no entanto, que o financiamento de R$ 1 bilhão daria para manter um estoque de 2 bilhões de litros de álcool, o que evitaria uma grande oscilação dos preços do combustível, já que, no período da safra, o preço do álcool cai bastante. A proposta da Agricultura segue uma linha adotada em 2002, 2003 e 2004, quando o setor obteve do governo financiamentos anuais de R$ 500 milhões. No ano passado, no entanto, a área econômica vetou esse tipo de empréstimo. Se o empréstimo for aprovado, serão usados para ele recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).Usineiros do Centro-Sul do Brasil já anunciaram que vão rejeitar proposta do governo federal de reduzir para R$ 1,00 o preço do litro do álcool nas unidades produtoras. Os empresários reuniram-se ontem na sede da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica) e decidiram que irão manter a tese de que o litro do álcool hoje é mais barato, comparativamente, do que o R$ 1,00 acordado com o governo na última crise do combustível em 2003.A discussão gira em torno de soluções para conter a alta do preço do álcool, que vem pressionando, também, o preço da gasolina, já que a este combustível é adicionada uma mistura de 25% de álcool anidro, que é mais barato que a gasolina. Se, portanto, a mistura for reduzida, a gasolina ficará mais cara. E a redução da mistura é uma das opções em estudo pelo governo.

Agencia Estado,

11 de janeiro de 2006 | 14h54

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