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Governo eleva taxa de juros de longo prazo para 6% ao ano

Com a elevação, a TJLP, que baliza os empréstimos do BNDES, já subiu 1 ponto porcentual este ano

Célia Froufe e Adriana Fernandes, O Estado de S. Paulo

26 de março de 2015 | 16h52

O Banco Central informou nesta quinta-feira, 26, que o Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu aumentar a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) para 6% ao ano de 1 de abril até 30 de junho de 2015. A alta é de 0,50 ponto porcentual em relação à taxa em vigor até agora, de 5,50% ao ano. Com a elevação, a TJLP já subiu 1 pp este ano - estava em 5% ao ano desde janeiro de 2013. A taxa é fixada trimestralmente e adotada em 90% dos empréstimos do BNDES. 

O novo patamar é o mesmo verificado em abril de 2012. A alta da taxa faz parte da estratégia do nova política econômica do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de aproximação da TJLP com a Selic, a taxa básica de juros da economia, atualmente em 12,75% ao ano.

Também foi elevada a taxa de financiamento do Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), de 4,5% para 7,5% ao ano, para empresas com receita operacional ou renda de grupo econômico superior a R$ 90 milhões anuais, e de 6% para 9% para renda acima de R$ 90 milhões.

O secretário-adjunto de Política Econômica da Fazenda, João Rabelo, destacou a necessidade de reforçar o ajuste fiscal. "É um ano importante de ajuste para que possamos ter os próximos anos de crescimento adequado ao Brasil e, para isso, é necessário fazer ajustes na linhas subvencionadas pelo governo. Essas linhas geram equalização, subvencionadas pelo governo, e impacto no resultado primário", disse.

Rabelo disse que "há uma necessidade forte" de reforçar o ajuste "num ano de transição". Isso implica, segundo ele, na necessidade de cortar subsídios. "Há necessidade forte, estamos num ano de transição, de fazer um ajuste fiscal para que a gente possa continuar sendo um País bem percebido por todos os nossos credores", afirmou.

Rabelo disse que existe R$ 1,8 bilhão em estoque no Moderfrota para a tomada de crédito até julho. "A tendência é de que novas taxas permaneçam as mesmas no próximo Plano Safra", indicou. O impacto fiscal do aumento da TJLP e do Moderfrota não foram informadas pelo CMN, apenas as respectivas elevações das taxas. 

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