Governo empresta só 13% do crédito previsto para baixa renda

O programa de empréstimos para a baixa renda, lançado em agosto passado, revelou-se um fiasco. Faltando três meses para os bancos prestarem contas ao Banco Central (BC) do total de financiamento concedido à população de baixa renda, o volume dessas operações - com taxa de juros máxima de 2% ao mês - soma 13% do valor estimado inicialmente pelo governo. Em vez do R$ 1,2 bilhão calculado no lançamento do programa, a aplicação média mensal das instituições financeiras está em cerca de R$ 150 milhões.Para salvar o programa, o Ministério da Fazenda e o BC discutem com outros órgãos mudanças nas regras para permitir que o dinheiro, que corresponde a 2% dos recursos captados pelos bancos nos depósitos à vista, chegue ao público-alvo: trabalhadores formais e informais sem acesso a linhas tradicionais de crédito e que, muitas vezes, estão fora do sistema bancário.Uma das alterações que serão encaminhadas para aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN), no fim de junho, deixa aos bancos a decisão de conceder ou não empréstimos à clientela que se encaixa no perfil determinado pelo governo, mas tem restrições cadastrais, como nome incluído no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

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