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Governo endurece negociação para a Alca

O governo elevou o tom das críticas às negociações da Alca hoje, durante o XV Fórum Nacional, e reforçou a necessidade de abrir frentes de negociação e ampliar a presença brasileira na América do Sul. Na avaliação do Ministério das Relações Exteriores, as negociações para a Alca são "mais complexas e politicamente mais sensíveis", comparadas às demais, e não podem ser consideradas, no estágio atual, como "favorável aos interesses" do País. A avaliação consta de documento do ministro Celso Amorim e lido pelo ministro interino, Samuel Pinheiro Guimarães.O documento aponta contradição dos EUA, que defendem pontos mais ambiciosas que os colocados na mesa da OMC em serviços, investimentos e propriedade intelectual, mas recusam-se a discutir os subsídios agrícolas. "As perspectivas de melhoria de acesso em produtos de especial interesse não são encorajadoras", afirma o texto. O ministro reforça que os planos de integração na América do Sul estão saindo da retórica e que o País quer explorar também aproximações com México, África do Sul, "mundo árabe" e países do Sudeste Asiático.A análise expõe as divergências nas negociações entre os dois países e foi divulgada cinco dias antes da visita ao Brasil do representante dos Estados Unidos para o Comércio Exterior, Robert Zoellick, chamado de "sub do sub do sub" pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Especialistas em comércio exterior indicam que a reunião com Zoellick será decisiva para os rumos da Alca.

Agencia Estado,

21 de maio de 2003 | 19h07

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