JF Diorio/Estadão
JF Diorio/Estadão

País tem agora três bloqueios totais e 616 'interrupções' em rodovias federais

Segundo Ademir Sobrinho, chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, governo enfrenta manifestações alheias aos caminhoneiros

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

29 Maio 2018 | 19h45

BRASÍLIA - Além da manifestação dos caminhoneiros, que continuam bloqueando trechos de estradas em todo o País, o governo está tendo que enfrentar as manifestações alheias à categoria, que já provocaram confrontos entre manifestantes e policiais em pelo menos quatro pontos do País. O mais grave foi em Bacabeira, no Maranhão, onde sete pessoas foram presas.

+Protestos dos caminhoneiros chega ao 9º dia; acompanhe ao vivo

Em novo balanço apresentado no início da noite desta terça-feira, o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, Ademir Sobrinho, informou que existem na noite desta terça-feira três bloqueios totais: na BR-070, saída do Distrito Federal para Goiás, em Minas Gerais e no Ceará. Segundo Sobrinho, nenhum deles é feito por caminhoneiros. O almirante disse ainda que o número de “interrupções” detectadas, que na segunda-feira eram de 594, estavam em 616 nesta terça. “Não dá para dizer que piorou porque embora o número de  interrupções tenha aumentado, o número de veículos envolvidos diminuiu”, observou. 

+Depois dos caminhoneiros, petroleiros anunciam paralisação por ao menos 72 horas

De acordo com o chefe do Estado Maior, além de Bacabeira, no Maranhão, houve confrontos em Seropédica e Barra Mansa, no Rio de Janeiro, e em Rio Branco, no Acre. Mas ele disse não poder especificar que grupos e em que locais ocorrem os confrontos, embora tenha assegurado que não eram caminhoneiros. Segundo o almirante, no Maranhão, houve uso da força e gás lacrimogêneo e sete presos que estavam bloqueando a estrada foram presas. Os confrontos ocorreram entre segunda e terça e não houve militares feridos. 

+Polícia prende sete 'infiltrados' na greve dos caminhoneiros no MA

O almirante disse que o governo vai agir para dissolver essas manifestações, sempre evitando o confronto. E, para evitar que esse tipo de protesto continue acontecendo, interrompendo as estradas, as forças de segurança vão fazer vigilância nas estradas, montando pontos volantes de vigilância, depois que forem dissolvidos os protestos e estabelecidos corredores de transporte. 

+Greve de caminhoneiros dificulta retirada de lixo hospitalar

O almirante Ademir Sobrinho explicou que esses corredores são áreas liberadas para circulação com segurança, em estradas onde não há mais pontos de interrupção. Até esta terça-feira   já existem três corredores totalmente liberados no País: Belo Horizonte a Brasília, Vilhena(RO) a Rio Branco (AC) e de Boa Vista a Caracaraí (RR). E acrescentou que até amanhã mais dois deverão ser abertos. “Ontem transportamos 13% das necessidades País. Hoje foram 35% transportados, inclusive com escoltas”, afirmou.

Multas

O corregedor geral da Polícia Rodoviária Federal, Célio Constantino da Costa, que também participou da coletiva, disse que a PRF encaminhou para a Advocacia Geral da União 176 autuações feitas a veículos que foram “flagrados” e estavam “deliberadamente parados e violando o direito legal de ir e vir das pessoas”. Segundo ele, as multas aplicadas por decisão judicial foram encaminhadas à AGU para que o órgão faça o procedimento legal para encaminhar ao STF para que ele, sim, aplique as multas. A decisão do Supremo indicava multa de R$ 100 mil por hora para empresas e R$ 10 mil por dia aos caminhoneiros.

Mais conteúdo sobre:
greve caminhoneiro rodovia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.