Andre Dusek/Estadão
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Governo escala Mercadante, Barbosa e Adams para evitar rejeição de contas

De acordo com fontes do TCU, o governo está inseguro quanto ao voto do relator, Augusto Nardes, que poderá influenciar os presentes em plenário

Fábio Fabrini, O Estado de S. Paulo

16 de junho de 2015 | 17h52

BRASÍLIA - O Palácio do Planalto escalou nesta terça-feira, 16, três ministros para convencer integrantes do Tribunal de Contas da União (TCU) a não votarem pela rejeição das contas da presidente Dilma Rousseff. O julgamento do balanço que descreve a situação financeira, contábil, patrimonial e orçamentária da União no ano de 2014 está marcado para esta quarta-feira, 17.

Percorreram os gabinetes de ministros do TCU, entre a manhã e o início desta tarde, os titulares da Casa Civil, Aloizio Mercadante; do Planejamento, Nelson Barbosa; e da Advocacia-Geral da União (AGU), Luís Inácio Adams. De acordo com fontes do tribunal, o governo está inseguro quanto ao voto do relator, Augusto Nardes, que poderá influenciar os presentes em plenário.

Embora diga que ainda não definiu qual posição defenderá na sessão, Nardes disse a alguns de seus pares no tribunal que está inclinado a recomendar a reprovação das contas de Dilma por causa de uma série de irregularidades identificadas pela área técnica da corte, entre elas as chamadas "pedaladas fiscais".

O ministro da Casa Civil se reuniu com Nardes por volta das 14 horas e, segundo fonte presente ao encontro, se comprometeu a corrigir distorções apontadas pelo tribunal em relatórios. Na saída, Mercadante não quis falar com o Broadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado. Apenas disse que, entre as suas atribuições, assim como as do ministro da AGU, está a defesa de interesses do governo em órgãos como o TCU.

O TCU dará nesta quarta-feira parecer prévio sobre as contas de Dilma. O documento será enviado ao Congresso, ao qual cabe julgá-las em última instância, sem prazo definido, seguindo ou não a recomendação do tribunal. Congressistas da oposição pretendem usar um eventual relatório da corte pela rejeição para pedir o impeachment da presidente Dilma.

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