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Governo espera cumprir meta para dívida interna

Apesar do crescimento da dívida interna em setembro, o governo acredita que é "factível" o cenário de cumprimento da meta para a dívida a vencer em 12 meses prevista no Plano Anual de Financiamento (PAF). Em setembro, essa parcela da dívida subiu de 39,19% para 39,99%, enquanto o PAF define que ela deve ficar entre 31% e 36% do total da dívida.Segundo o coordenador-geral da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Ronnie Tavares, como os vencimentos do último trimestre de 2006 são muito maiores do que os do mesmo período do próximo ano, a tendência é de que só esse fator estatístico faça com que a dívida a vencer em 12 meses se enquadre dentro dos limites previstos no PAF.O coordenador-geral disse acreditar que o prazo médio da dívida ficará dentro do plano, que prevê entre 30 e 35 meses. Nesse caso, está mais fácil, já que, em setembro, o prazo médio ficou em 29,65 meses. Crescimento da dívidaO governo divulgou ainda, nesta segunda-feira, que a dívida interna em títulos teve um aumento de R$ 22,85 bilhões em setembro, atingindo o valor de R$ 1,061 trilhão no mês. De agosto para setembro, o crescimento do endividamento público foi de 2,20%. Em agosto, o estoque da dívida estava em R$ 1,039 trilhão. O aumento em setembro ocorreu por causa de uma emissão líquida de títulos (emissões menos resgates) de R$ 10,8 bilhões e do impacto de R$ 12,16 bilhões de juros do estoque. A dívida prefixada é a que tem maior volume de vencimentos em até doze meses. Em agosto, 62,25% dessa dívida venciam em até um ano. Em setembro, o indicador caiu para 59,39%. Já a dívida atrelada à Selic (pós-fixada), a taxa básica de juros da economia, a vencer em doze meses subiu de 36,88% para 40,90%.A dívida indexada a índices de preços passou de 12,98% para 12,40%, enquanto a dívida atrelada à taxa de câmbio que vence em até um ano passou de 44,28% para 37,66%.

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