Governo espera investment grade ainda neste ano

As sucessivas quedas do risco País e a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) deixaram o secretário do Tesouro Nacional, Tarcísio Godoy, confiante na possibilidade de o Brasil receber ainda em 2007 das agências de classificação de risco o investment grade. Essa nota funciona como uma espécie de "selo de qualidade" para que os investidores possam aplicar seus recursos com segurança na economia do país avaliado.O secretário disse que não tem dúvida de que a queda do risco País, nos últimos dias, reflete a revisão do PIB pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para justificar a sua avaliação, Godoy comparou o Brasil a um cliente de banco que pede dinheiro emprestado: "Se você vai pegar dinheiro emprestado e fala que ganha R$ 100,00, o gerente do banco pode achar que ganha pouco. Se depois você diz que tem outra fonte de renda e consegue produzir R$ 115,00, a sua situação está melhor". Mas ponderou: "isso não quer dizer que todos os problemas estão resolvidos".Mesmo com as restrições à política fiscal do governo ainda apontadas pelas agências, Godoy disse que "sob todos os aspectos, os investidores sentem que o Brasil está com uma possibilidade real de atingir o grau de investimento". Ele rebateu a avaliação da agência de classificação de risco Moody´s de que ainda pesa negativamente para uma reavaliação do rating brasileiro (classificação) a questão fiscal, que não pode ser solucionada com uma alteração estatística."Respondo que o PIB (revisado) não é uma demonstração estatística. A nova medida divulgada pelo IBGE representa uma realidade mais apurada da economia do Brasil", disse Godoy, ao ser confrontado com a divergência existente entre as ponderações da Moody´s e a sua previsão de que o País poderá receber ainda este ano o investment grade.Para o secretário, a revisão retira a ansiedade de que o País não vinha apresentando dinamismo no PIB. "Tenho muita convicção de que uma vez que há a percepção de que o PIB tem uma dinâmica mais robusta, um dos grandes riscos que o País estava sendo questionado, que era o de baixo crescimento, tem que ser reavaliado", ressaltou. Godoy fez questão de ressaltar, no entanto, que a situação brasileira, embora melhor, exige a manutenção da "linha de austeridade e responsabilidade fiscal".

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