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Governo espera mercado acalmar para vender títulos longos

Depois da tensão vivida pelo mercado financeiro esta semana, a expectativa do governo para o início de maio é de retorno à normalidade, o que deve permitir ao Tesouro Nacional voltar a vender títulos com prazos mais longos, o que não ocorreu na última terça-feira. O secretário-adjunto do Tesouro, José Antônio Gragnani, garantiu nesta sexta-feira que o governo voltará a ofertar títulos com rentabilidade prefixada com vencimento em janeiro de 2006. ?Ofertaremos papéis curtos e longos?, disse.A estratégia do Tesouro para administração da dívida pública é aumentar a participação dos papéis prefixados no estoque do endividamento e ampliar o prazo de vencimento desses papéis, que são importantes para dar maior segurança, uma vez que esses títulos permitem ao Tesouro saber, já no lançamento, quanto terá que pagar no resgate. Na última terça-feira, o governo ofertou os papéis mais longos mas não aceitou as propostas apresentadas pelos bancos. Segundo Gragnani, não houve um problema de demanda. ?o problema foi o preço cobrado pelos bancos que achamos excessivo?, disse.Para ele, a alta nos preços foi um efeito direto da volatilidade verificada nos mercados internacionais. Os relatórios divulgados nos últimos dias por instituições financeiras, recomendando uma redução da compra de títulos brasileiros, também pesou nas operações do Tesouro. Ainda assim, Gragnani acredita que os indicadores econômicos terão força suficiente para permitir a volta das vendas de títulos longos. ?Os fundamentos econômicos estão cada vez mais fortes e a responsabilidade fiscal é diariamente reforçada. O efeito manada vai ficando cada vez mais sem força?, disse.O superávit primário ? acima do acertado com o FMI - e a definição do valor do salário mínimo em R$ 260,00, são alguns dos exemplos de reforço do compromisso fiscal do governo, disse. Gragnani vê exageros na reação dos agentes aos relatórios divulgados. ?Os analistas extrapolaram as indicações dadas por essas instituições". Ele questionou também um pouco essas análises. "Acho que não estão enxergando bem o que está acontecendo no País?, afirmou.

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