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Governo espera superar meta para superávit do setor público

Apesar de um resultado mais fraco nas contas do governo central (previdência, estatais e bancos), a expectativa do ministro da Fazenda, Guido Mantega, é de que o resultado consolidado do setor público - que inclui Estados, municípios e estatais -, seja "satisfatório". De acordo com dados que tem recebido, o ministro avalia que o superávit primário do setor público no acumulado do ano pode ficar um pouco acima da meta de 4,25% do PIB. O resultado de setembro será divulgado nesta quarta-feira, dia 25.De acordo com os dados divulgados hoje, o governo central registrou em setembro um superávit primário de R$ 459,1 milhões, ante R$ 6,365 bilhões em agosto deste ano e também abaixo dos R$ 2,786 bilhões em setembro de 2005. O resultado é o menor desde dezembro do ano passado, quando as contas daquele mês apresentaram um resultado negativo de R$ 4,009 bilhões.O ministro avalia que o resultado do governo central em setembro não deve ser comparado com o do mesmo período do ano passado, quando o governo teve mais folga orçamentária. Ele destacou ainda que superávit de R$ 459,1 milhões é resultado da antecipação do 13º salário da Previdência Social. Segundo ele, se tirar do cálculo do mês esta antecipação, o "resultado é excelente". "Você antecipou despesa, que pressionou o mês de setembro, mas folgou dezembro". Segundo ele, esta antecipação do 13º salário da Previdência Social significa 0,3% do PIB. "Se você fizer o cálculo colocando este valor da Previdência, fica um número bonito", continuou Mantega.Medidas anunciadasMantega disse que o reforço para a linha de capital de giro para os setores têxtil, calçadista, moveleiro e de máquinas agrícolas será apenas a ampliação dos recursos da linha já existente. Segundo ele, o FAT Giro Setorial, como chama o empréstimo, administrado pelo Banco do Brasil, conta atualmente com R$ 1,2 bilhão. Ele informou que a ampliação dos recursos deve ser anunciada na quarta ou quinta-feira, com a presença do presidente do Banco do Brasil, Rossano Maranhão. Ele disse ainda que a regulamentação das medidas cambiais que permitirá ao exportador permanecer com 30% dos recursos no exterior deve ser divulgada em breve. "Se não sair hoje, sai amanhã ou depois de a amanhã, porque eu faço uma extraordinária", disse se referindo à reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) que acontece nesta terça-feira.

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