Governo esperava outra solução para Varig

O ministro da Defesa, Valdir Pires, disse nesta quinta-feira que o governo esperava uma outra solução para a companhia. "Eu desejaria que nossas empresas tivessem feito um consórcio, se juntado e encontrado uma solução mais robusta", disse. "O juiz decidiu na circunstância que ele encontrou", afirmou, referindo-se ao juiz Luiz Roberto Ayoub, que conduziu o processo de recuperação judicial da Varig.Segundo o ministro, a BR Distribuidora, o BNDES e a Infraero sempre estiveram abertos na busca de uma solução para a Varig. "Evidentemente, (as ajudas) devem ser para pessoas jurídicas que têm crédito. Eu não encontro no detalhe de quem comprou. O que eu achei bom é que não tenha tido a falência".Contudo, o ministro avalia que, apenas agora, após a realização do leilão, a companhia aérea terá condições para que bancos a financiem. Em entrevista na Base Aérea, onde participou da entrega da medalha mérito Santos Dumont, Valdir Pires afirmou que a solução da venda foi a possível. "Se for uma empresa que tenha condições, eu tenho a impressão que a Varig vai ter possibilidade de negociar com os bancos financiamento", disse, referindo-se à VarigLog. Arremate O arremate, no valor de US$ 500 milhões, ocorreu após meses de indefinições. O leilão, na verdade, apenas formalizou a proposta, uma vez que apenas esta companhia estava qualificada para a compra da aérea. O preço mínimo de US$ 24 milhões já foi cumprido pela empresa. Na verdade, US$ 20 milhões já haviam sido antecipados para que a companhia aérea continuasse operando até a data do leilão.A VarigLog também apresentou uma carta de fiança bancária de US$ 75 milhões. A proposta inclui ainda mais um aporte de US$ 485 milhões. Deste aporte, US$ 354 milhões serão destinados a investimentos na nova Varig e o restante para a Varig antiga reduzir débitos de credores. O total da proposta, portanto, é um pouco superior a US$ 500 milhões.

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