André Dusek/Estadão
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Governo ainda não definiu nada sobre redução do custo do cheque especial

Segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não há ainda nenhuma medida definida sobre o assunto e equipes estão apenas conversando

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2018 | 18h26

BRASÍLIA - Após a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) confirmar a iniciativa de autorregulação do cheque especial com objetivo de redução do custo dessa linha de crédito aos clientes, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quarta-feira, 17, que o Ministério tem conversado junto com o Banco Central e as instituições financeiras para debater o assunto. Segundo ele, não há ainda nenhuma medida definida que poderia ser citada no momento.

A ação foi anunciada nesta terça-feira, 16, pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, em entrevista ao Estadão/Broadcast. Segundo a entidade que representa as instituições financeiras, a intenção é divulgar as propostas de autorregulação ainda este ano.

Em nota, a Federação diz que o cheque especial faz parte de um conjunto de ações estudadas pelo setor para "melhorar o ambiente de crédito no País". "A Febraban elabora propostas para melhorar o instrumento e as anunciará, neste ano, quando forem concluídas", cita a entidade. Segundo Goldfajn, se a iniciativa não avançar, o BC adotará medidas para reduzir as taxas. “A gente está de olho e, às vezes, é bom que o BC não precise editar norma nenhuma e deixe o sistema fazer”, disse. 

++ Temer fez pedido a vice-presidente afastado da Caixa, aponta auditoria

Caixa. Após o afastamento de quatro vice-presidentes da Caixa Econômica Federal, Henrique Meirelles também confirmou que oito vice-presidentes que continuaram em seus cargos terão de passar por uma nova avaliação técnica da parte do Conselho de Administração do banco. "O novo estatuto da Caixa será aprovado na próxima sexta-feira e prevê que esses diretores também passem por uma nova avaliação. Já os quatro vice que foram afastados terão de apresentar suas defesas, também ao Conselho", disse Meirelles.

++ ‘O que importa é custo de crédito mais barato’

Perguntado se esse não seria um bom momento para que a Caixa reavaliasse sua estrutura e a necessidade de 12 vice-presidências, o ministro disse que a prioridade era o afastamento dos quatro executivos acusados pelo Ministério Público e a aprovação de um novo estatuto, mas deixou aberta a possiblidade dessa discussão no futuro. "Em determinado momento, a estrutura de comando poderá ser reavaliada pelo Conselho de Administração do banco".

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